A Área Azul de Anápolis ainda não tem data para sair do papel. O edital do estacionamento rotativo está sob análise da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e só seguirá para licitação depois do aval jurídico.
A expectativa é que o parecer saia até o fim deste ano, o que joga a implantação para 2027. Os prazos foram apresentados pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), Igor Lino Siqueira, em reunião com a diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Anápolis.
Em fevereiro deste ano, a CMTT previa lançar a licitação em março. O processo anterior já havia sido suspenso em 2024 pelo Tribunal de Contas dos Municípios.
Fiscalização tecnológica
Segundo Igor Lino, as etapas técnicas estão prontas, incluindo estudos, termo de referência e edital. O modelo prevê fiscalização tecnológica, com vagas georreferenciadas e leitores automáticos de placas.
O motorista terá 15 minutos de tolerância para comprar créditos ou retirar o veículo. Depois disso, sem regularização, entram em ação a fiscalização, com câmeras e central de monitoramento.
Para os lojistas, a Área Azul é uma reivindicação antiga, principalmente no Centro, no Jundiaí e na Jaiara. O vice-presidente da CDL, Ian Moreira, avalia que a rotatividade das vagas pode facilitar o acesso dos clientes às lojas.
Ele ressalta que o sistema depende de controle rigoroso: “Não adianta ter uma boa lei ou um bom programa de Área Azul se não houver uma fiscalização eficiente”.
Vagas extras no Natal
Enquanto o sistema não chega, a CMTT estuda liberar vagas temporariamente no Centro de Anápolis para o Natal, em trechos onde hoje o estacionamento é proibido, com permissão para parar em um dos lados da rua.
A CDL Anápolis vai enviar ofício com sugestões de datas para acontecer a liberação.
O que estava previsto em fevereiro
Em fevereiro, Igor Lino disse ao Diário de Goiás que a proposta previa cerca de 5 mil vagas rotativas, número considerado suficiente para melhorar o fluxo em áreas de concentração de comércio e serviços.
Na época, ele havia adiantado que a renovação da Área Azul não ficaria restrita ao Centro. A CMTT também havia realizado um levantamento que indicava que a hora de permanência deveria custar entre R$ 3 e R$ 5.