Consumidores de Anápolis têm procurado a Rádio São Francisco 97.7FM para relatar atrasos na entrega de produtos comprados na Novo Mundo. A reportagem solicitou contato com a varejista por e-mail, mas não obteve retorno.
Uma ouvinte, identificada como Rose, contou o caso da cunhada, que comprou uma geladeira e teve a entrega remarcada mais de uma vez, inclusive para o feriado de Finados.
Ao tentar cancelar a compra na loja, ouviu que não seria possível. O pagamento foi parcelado no cartão.
Outra consumidora, Adriana, afirma ter comprado um sofá de mais de R$ 4 mil. Ela diz que, na loja, encontrou de cinco a sete clientes na mesma situação, alguns retirando outros produtos para não ficar no prejuízo.
Segundo ela, só soube da recuperação judicial da empresa na ocasião, 21 dias após a compra ter sido realizada.
A Novo Mundo teve o processamento da recuperação judicial deferido pelo juiz Cláudio Henrique Araújo de Castro, da 3ª Vara Cível de Goiânia, em agosto de 2024.
Alerta
O delegado Humberto Teófilo, conhecido nas redes sociais por sua atuação na capital Goiânia, publicou vídeo em que recomenda evitar novas compras na Novo Mundo e orienta quem não recebeu o produto ou o dinheiro a:
- registrar reclamação no Procon;
- procurar o Juizado Especial Cível, onde, em causas de até 20 salários mínimos, não é necessário advogado em primeira instância;
- guardar notas fiscais, comprovantes e conversas; reclamar ao Ministério Público de Goiás,
- informando o número do processo de recuperação (5722034-18.2024.8.09.0051).
Veiculada em outubro, uma reportagem do Portal 6 também já havia registrado relatos semelhantes em Goiânia e em Anápolis.
Sem resposta
A emissora enviou pedido de posicionamento por e-mail a [email protected] e [email protected].
Os questionamentos abordam se a empresa reconhece os atrasos em Anápolis, quais as causas, se a situação financeira afeta o abastecimento, quantos pedidos estão pendentes na unidade e como cancelar a compra e receber o dinheiro de volta.
Até a publicação da reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto para a manifestação da empresa.