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Atualizado em 27/03/2024 - 17:15

O médico veterinário Paulo Victor Sousa Gomes foi condenado nesta segunda-feira (25) a 12 anos de prisão pelo homicídio qualificado do estudante de odontologia Jehan Paiva, de 22 anos. A sentença foi definida por um juri popular no Fórum de Anápolis. Paulo matou o jovem durante uma festa universitária, em uma briga por um copo de chope.

A juíza Nathália Bueno Arantes acatou o veredito do juri popular e condenou Paulo por homicídio qualificado por motivo fútil. Não foram incluídos agravantes na sentença e o réu obteve uma atenuante para reduzir a pena, já que confessou o crime.  Durante todo o julgamento, Paulo permaneceu de cabeça baixa e chorou quando recebeu a pena.

Em entrevista à Rádio São Francisco FM, o advogado de acusação Eduvigem Aranha explicou sobre os efeitos da decisão para o réu. “Ele teve a sua prisão decretada e a pena precisa ser cumprida de imediato, já que ao longo dos autos o réu demonstrou um alto risco de fuga”, explica.

Eduvigem aponta que Paulo violou medidas cautelares impostas sobre ele enquanto respondia em liberdade, como a proibição de sair de Anápolis sem autorização judicial. Neste período, o réu teria não apenas deixado a cidade, mas viajado para o litoral e postado fotos nas redes sociais.

Promotor e defesa de Paulo pretendem recorrer

O advogado de defesa, Maertelim Carmaço, afirmou que irá recorrer da decisão. “O julgamento não foi coerente com as provas produzidas. Pediremos um habeas corpus ainda hoje para que ele obtenha o direito de responder em liberdade“, disse.

Já o promotor do caso, Elizeu Antônia da Silva Belo afirma que há pouca margem para o réu. “Eles podem até pedir a anulação do julgamento, mas com base em minha experiência e nas provas contundentes que temos nos autos, é improvável que consigam algo”, explica. O promotor disse ainda que pretende recorrer ao Ministério Público e aumentar a pena de Paulo para 18 anos.

Família da vítima

(Pai) José de Paiva, 60 anos, (mãe) Helena Paiva (63 anos) e (irmã) Joyce Paiva (36 anos) — Foto: Arquivo pessoal
A família da vítima compareceu ao julgamento usando camisetas com o rosto de Jehan. Nesta foto aparecem o pai, José de Paiva, a mãe, Helena Paiva e a irmã, Joyce Paiva. (Foto Reprodução / Arquivo Pessoal)

Joyce Paiva, irmã da vítima, sente-se aliviada após a condenação. “A presença de Jehan nos faz muita falta, é um vazio enorme, ele era meu único irmão. Para mim e meus pais é muito doloroso. Que a justiça seja feita agora e que possamos ter o alívio de saber que a memória do Jehan foi honrada”, disse.

Relembre o crime

Em 7 de junho de 2013, uma festa foi organizada por universitários do 8° período do curso de odontologia de uma faculdade em Anápolis. O evento foi em uma chácara situada na BR-414, próxima à Base Aérea.

Em um momento desta festa, o chope acabou e uma fila se formou enquanto os estudantes esperavam que a bebida voltasse a ser servida. A briga começou quando um rapaz tentou pegar chope pela lateral do balcão e colocou seu copo na frente do de Paulo.

O médico veterinário agarrou o colarinho da camisa do jovem, com quem começou a discutir. Jehan notou a comoção e se aproximou para tentar acalmar os dois. Então, Paulo então mudou o foco e começou a gesticular e provocar o universitário.

Paulo e Jehan começaram a trocar empurrões e socos, mas foram separados. Porém, poucos minutos depois eles voltaram a brigar e Paulo sacou um canivete, com o qual esfaqueou Jehan. O golpe acertou o coração do jovem.

Amigos levaram o rapaz até o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HEANA), onde se verificou o sangramento intenso e a gravidade do ferimento. Mas, Jehan morreu internado naquela unidade de saúde.

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