ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Pacientes da clínica clandestina saciaram a fome após mobilização da PM (Foto: Jonathan Cavalcante - Rádio São Francisco FM)
Pacientes da clínica clandestina saciaram a fome após mobilização da PM (Foto: Jonathan Cavalcante - Rádio São Francisco FM)

A clínica de reabilitação Poder da Fé, localizada no interior de uma chácara Parque Residencial das Flores, em Anápolis, está sob investigação após denúncias de maus-tratos feitas pelos próprios internos. A clínica clandestina abriga aproximadamente 15 homens com diversos transtornos, incluindo dependência de álcool e drogas. Até o momento o responsável pela clínica não prestou esclarecimentos.

Os internos alegam que estão sendo submetidos a maus-tratos e que o responsável pela clínica clandestina não aparece no local há cerca de quatro dias. A situação precária inclui falta de alimentos adequados, levando a Polícia Militar, com equipes do 28º BPM, a providenciar lanches para os internos famintos na tarde desta sexta-feira (5). Veja imagens exclusivas do local.

Ontem, o departamento de assistência social da Prefeitura de Anápolis chegou à clínica para dar suporte aos pacientes. Entre os relatos chocantes está o depoimento do senhor Luiz Antônio Pinto de Araújo, de 66 anos, que é cadeirante. Ele conversou com a reportagem da Rádio São Francisco FM:

“Tem quatro dias que o dono da clínica não vem aqui. A alimentação acabou tudo, e não tem condição. Aí nós ligamos para a polícia, porque a polícia é a única autoridade que podia ajudar a gente. Eu tenho 66 anos, estou deficiente de cadeira de rodas, e aí eu estou aqui agora aguardando. A polícia veio aqui, está ajudando a gente, já trouxe o lanche para a gente. Nós estávamos com fome. Matamos um porquinho que estava no chiqueiro para comer ontem, ele é pequenininho demais, 15 pessoas, não deu nem para fazer duas refeições”, disse Luiz Antônio em conversa com o repórter Jonathan Cavalcante.

Assistência Social da prefeitura de Anápolis realizou triagem dos pacientes (Foto: Jonathan Cavalcante - Rádio São Francisco FM)
Assistência Social da prefeitura de Anápolis realizou triagem dos pacientes (Foto: Jonathan Cavalcante – Rádio São Francisco FM)

Em seu depoimento, Luiz Antônio também revelou que foi levado contra sua vontade para a clínica clandestina. “Foi meu filho e a minha irmã que pediram para me internar aqui, e o dono da clínica foi lá me buscar na cidade de Americana do Brasil. Então eu vim sequestrado, porque eu não queria vir para cá. Me sequestraram lá e me trouxeram.”

As autoridades locais, como a Prefeitura de Anápolis, o Ministério Público e a Polícia Civil, já receberam a comunicação sobre a situação e estão tomando as medidas necessárias para garantir a segurança e o bem-estar dos internos.

Ocorrências Policiais

Ouça o resumo das Ocorrências Policiais divulgadas neste sábado (6) no São Francisco News:

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