A taxa de desemprego em Goiás subiu para 5,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). O índice apresentou crescimento em relação ao último trimestre de 2025, quando o percentual era de 3,9%.
Em números absolutos, o levantamento estima que cerca de 206 mil pessoas estavam desocupadas no estado entre janeiro e março deste ano. A taxa considera o percentual de pessoas sem trabalho em relação à força de trabalho disponível no período.
A pesquisa aponta que a força de trabalho goiana ficou estimada em 4,04 milhões de pessoas no primeiro trimestre de 2026. O número inclui trabalhadores ocupados, subocupados e também os desempregados.
Apesar da alta no desemprego, Goiás registrou a menor taxa de informalidade da série histórica iniciada em 2015. O índice ficou em 34,2%, abaixo da média nacional, que foi de 37,3%.
Segundo a PNAD Contínua, cerca de 1,3 milhão de trabalhadores atuavam na informalidade em Goiás. Entram nesse grupo profissionais sem carteira assinada, autônomos sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares, entre outros.
Outro dado destacado pela pesquisa foi o rendimento médio mensal dos trabalhadores goianos. O valor chegou a R$ 3.878 no primeiro trimestre de 2026, acima da média nacional, estimada em R$ 3.722.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o rendimento em Goiás apresentou crescimento. No ano passado, o valor médio registrado era de R$ 3.447.