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Zacharias Calil foi o 2º participante da sabatina realizada pela 97.7FM (Foto: Bruna Lopes/Rádio São Francisco)

O deputado federal e médico Zacharias Calil (MDB), candidato ao Senado Federal por Goiás, participou nesta terça-feira (25) da rodada de sabatinas da Rádio São Francisco 97.7FM, durante edição do São Francisco News. Questionado sobre o voto favorável à chamada “PEC da Blindagem”, também chamada de “PEC da Impunidade”, o parlamentar reconheceu falha na análise do texto.

A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na época em placar de 353 a 134 votos, exigia autorização prévia do Congresso Nacional para que parlamentares fossem processados em ações penais, limitava as situações de prisão e ampliava o foro privilegiado, estendendo-o a presidentes de partidos com representação no Congresso.

Críticos da matéria argumentam que o texto dificultaria a responsabilização judicial de políticos e enfraqueceria o combate à corrupção.

“Eu confesso que, naquele momento, a gente votou, você vê, a direita toda votou a favor da PEC da Blindagem, para diferenciar o Supremo do Congresso Nacional”, afirmou Calil, ao comentar o contexto da votação na Câmara.

Questionado sobre como o eleitor poderia confiar em um candidato favorável à medida, o deputado admitiu o erro: “Houve essa situação. Eu confesso que, naquele momento, em colocar algumas situações, eu errei.”

Calil detalhou, ao ser questionado se faltou interpretação do texto, que o equívoco esteve especificamente ligado à emenda que estendeu o foro privilegiado a presidentes de partido, incluída em uma segunda votação.

“Exatamente [faltou interpretação]. Naquele momento que houve a segunda votação, nós votamos naquela de colocar presidente de partidos. Eu confesso ali que eu errei. Eu assumo o meu erro e se eu pudesse voltar atrás naquele momento eu teria”.

O candidato não se manifestou especificamente sobre os demais mecanismos previstos na proposta, como a autorização prévia para ações penais e a limitação das situações de prisão.

Após aprovação na Câmara, em agosto de 2025, a proposta foi rejeitada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 26 votos a zero, e posteriormente arquivada.

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