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Atualizado em 23/03/2024 - 13:27
A formação de um "bebê de pedra" ou feto calcificado é uma condição considerada raríssima conhecida como litopedia. (Foto: Reprodução)
A formação de um "bebê de pedra" ou feto calcificado é uma condição considerada raríssima conhecida como litopedia. (Foto: Reprodução)

Uma idosa de 81 anos descobriu que carregava um feto calcificado há mais de 50 anos e morreu após a cirurgia para retirar o “bebê de pedra”. O caso ocorreu no Mato Grosso do Sul no último dia 15, mas só foi noticiado nesta semana.

Daniela Almeida deu entrada no Hospital Regional de Ponta Porã com dores abdominais, a idosa já tratava uma infecção urinária, mas piorou subitamente. Os médicos realizaram uma tomografia 3D e identificaram o feto calcificado.

A última gestação de Daniela foi há 56 anos, de modo que o “bebê de pedra” está alojado em seu corpo desde então. A idosa era indígena e morava em um assentamento a 85 quilômetros do  hospital onde recebeu tratamento.

A idosa foi submetida de forma urgente a uma cirurgia para retirar o feto calcificado, mas  precisou ser encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e morreu logo depois.

Veja o vídeo da tomografia:

Litopedia

A formação de um “bebê de pedra” ou feto calcificado é uma condição considerada raríssima conhecida como litopedia. Dois terços dos casos são em mulheres com mais de 40 anos. E

Trata-se de uma complicação da gravidez ectópica, que é quando o óvulo fertilizado escapa para fora do útero, mas continua a se desenvolver. Gravidezes ectópicas são perigosas para a gestante e sempre resultam na morte do feto que, na maioria dos casos, é reabsorvido pelo corpo.

No caso da litopedia, no entanto, o organismo da mulher não consegue reabsorver o feto, para evitar infecções, o corpo começa então a depositar sedimentos de cálcio no local, o que provoca a formação de um “bebê de pedra”.

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