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Rildo é acusado de feminicídios na região de Rio Verde (Foto: Polícia Civil)

Rildo Soares dos Santos, apontado como suposto serial killer que atuava em Rio Verde, acumulou nesta segunda-feira (15) mais uma condenação.

O júri popular estipulou 71 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação do cadáver de Monara Pires Gouveia de Moraes, de 31 anos.

Contando com a primeira sentença, de 41 anos por homicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e roubo contra Elisângela da Silva Souza, o total das penas de Rildo já supera 112 anos de prisão.

A decisão foi proferida pelo juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, da 4ª Vara Criminal de Rio Verde, e acolheu integralmente a tese do Ministério Público, representado no julgamento por Natália Martins, da 11ª Promotoria.

Após o julgamento desta segunda, a defesa, conduzida pelo advogado Nylson Schmidt, afirmou que acata o veredito do Conselho de Sentença e não pretende recorrer.

O documento judicial determina a execução imediata da pena, sem direito a recorrer em liberdade.

Os crimes julgados

Segundo a denúncia, Monara foi atraída por Rildo a um terreno baldio para o consumo de drogas, atacada, estuprada e, ainda viva, teve o corpo incendiado na tentativa de ocultação. A perícia encontrou a vítima parcialmente carbonizada.

No caso de Elisângela, o júri entendeu que a vítima foi abordada, constrangida, violentada sexualmente, espancada até a morte e teve o corpo ocultado em cova rasa.

O crime resultou também em indenização mínima por danos morais de R$ 100 mil à família.

Mais júris

Investigações paralelas apontam pelo menos seis ocorrências violentas com modus operandi semelhante ao de Rildo, entre feminicídios, latrocínio e desaparecimentos.

Na casa do réu, inclusive, a polícia apreendeu objetos de mulheres que podem ser “troféus” de outros crimes.

Rildo ainda será submetido a novo júri por outro feminicídio, previsto para terça-feira (16), e segue sob investigação por desaparecimentos e mortes que, segundo a polícia, ocorreram em áreas de mata e terrenos baldios nas madrugadas.

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