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SÃO FRANCISCO NEWS
Atualizado em 01/03/2024 - 12:32
Nesta imagem, palestinos aguardam para receber alimentos no mesmo local onde ocorreu o ataque, em Gaza. (Foto: Reprodução / AP)

Soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) dispararam contra uma multidão de palestinos que esperavam para receber comida de uma missão humanitária nesta sexta-feira (29), em Nablus. “O número de mortos no massacre da rua Al Rashid é de 104 mortos e 760 feridos”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde da Palestina, Ashraf Al Qudra.

Testemunhas relataram à Agência France Press (AFP) que milhares de pessoas estavam correndo em direção aos caminhões de ajuda humanitária, na região oeste de Gaza. O exército israelense confirmou os ataques e alegou que os soldados atiraram porque se sentiram “ameaçados”.

Segundo a agência de notícias Al Jazeera, dezenas de mortos e feridos foram carregados para dentro de caminhões, já que ambulâncias não puderam acessar o local. “Nós fomos buscar farinha de trigo. O exército de Israel atirou em nós. Ainda há muitos mártires no chão e até agora nós estamos os retirando, não há serviço de primeiros socorros”, disse uma testemunha ouvida pela agência.

Crise humanitária

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 576 mil pessoas (mais de um quarto da população total) estejam passando fome em Gaza. Hoje, a ajuda humanitária chega à região apenas através de Rafah, na fronteira com o Egito. O território é também a principal rota para palestinos que fogem do conflito em Gaza.

Israel anunciou uma ofensiva militar em Rafah. Apesar das críticas feitas pelo presidente dos EUA Joe Biden ao que chama de “excessos” cometidos por Israel, o senado estadunidense aprovou nesta terça-feira (23), com apoio da Casa Branca, um pacote de ajuda financeira no valor de 95 bilhões de dólares a Israel, Taiwan e Ucrânia.

A ONU classifica como ilegal a ofensiva militar israelense. “A perspectiva de um ataque terrestre israelense a Rafah levaria o pesadelo infligido aos habitantes de Gaza a uma nova dimensão”, disse o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk.

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