As sessões ordinárias da Câmara Municipal de Anápolis, realizadas nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro, marcaram o início dos trabalhos legislativos de 2026.
Com promessa de que o ano legislativo seria mais focado em assuntos diretamente ligados à cidade, o tom observado em parcela das discussões indicou que o clima eleitoral já influencia o comportamento de alguns vereadores.
Esqueceram da Quebec?
Entre os assuntos locais, e de impacto para a população anapolina, houve apenas uma menção pontual à empresa Quebec Ambiental durante as sessões.
O tema ganhou destaque a partir de reportagens da Rádio São Francisco 97.7FM, que expuseram falhas contratuais da concessionária e outros pontos envolvendo seus contratos suntuosos.
No plenário, porém, as falas de Leitão do Sindicato (Avante) sobre criar uma comissão para fiscalizar a empresa não provocaram reverberações aos demais vereadores, apesar da relevância do assunto.

Servidores municipais
As primeiras sessões do ano também foram marcadas por debates em torno das reivindicações dos servidores públicos.
Alex Martins (PP) e Rimet Jules (PT) abordaram a reposição salarial de 2026, a negociação da data-base, a realização de novos concursos públicos e a valorização das carreiras, especialmente na área da educação.
Enquanto Jean Carlos (PL), líder do governo, defendeu responsabilidade com os limites orçamentários do município, parlamentares da oposição cobraram maior diálogo com os sindicatos e o cumprimento de direitos já garantidos.
Apelo em prol do clássico
Outro tema que mobilizou discursos foi o clássico Anápolis x Anapolina, com manifestações em defesa das duas torcidas no Estádio Jonas Duarte. A partida, a princípio, ocorrerá com torcida única do Galo, mandante do jogo.
Vereadores destacaram a importância do evento esportivo para a cidade, e o vereador Elias do Nana (PSD) chegou a “cacarejar” no microfone, em alusão ao Galo da Comarca, em um momento que dispensa comentários.
Polarização gera ‘papelão’
O episódio mais tenso ocorreu durante discurso de Wederson Lopes (União) que, ao mencionar o governo federal e escândalos nacionais, se envolveu em uma discussão acalorada com pessoas que acompanhavam a sessão.
Ele elevou o tom de voz e fez comentários em tom de deboche, interrompendo o clima institucional do plenário e provocando intervenção da presidente da Casa de Leis, Andreia Rezende (Avante).
