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Atualizado em 26/12/2023 - 17:47

As celebrações públicas de Natal na cidade de Belém, na Cisjordânia foram canceladas por líderes católicos e protestantes em um gesto de solidariedade às vítimas da ocupação israelense em Gaza. A região é considerada o berço histórico do cristianismo e abriga algumas das comunidades cristãs mais velhas do mundo.

No presépio montado pelos membros da Igreja Evangélica Luterana de Natal o Menino Jesus aparece em meio aos escombros e envolto em uma keffiyeh, lenço palestino que simboliza a resistência e a luta pela terra.

Conforme o pastor Munther Isaac, a instalação representa as 7.800 crianças mortas em Gaza, de um total de de 20 mil vítimas que perderam a vida apenas neste ano.

Menino Jesus é retratado entre escombros em presépio (Foto: Reprodução / Mahmoud Illean – AP)

“O povo de Gaza está enviando imagens ao vivo de sua própria extinção. Nós estamos atormentados pelo silêncio do mundo. Eu quero que vocês olhem no espelho e se perguntem: ‘onde eu estava quando Gaza estava sofrendo um genocídio?”, diz Munther.

Posição da Igreja Católica

patriarca latino de Jerusalém (líder católico, ligado diretamente à Santa Sé) também se manifestou durante a missa da meia noite realizada no último dia 25. “Sejam corajosos, como fora até agora, vocês experienciam medo, morte e tragédias, mas vocês são nossa luz neste momento. Está na hora de acabar com a ocupação e todas as suas consequências”, disse Pierbattista Pizzaballa ao se dirigir às vítimas da guerra.

Em outubro deste ano um ataque aéreo destruiu a Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio, em Zaytoun, a mais antiga de Gaza. Além de matar 18 pessoas que estavam no interior, o bombardeio destruiu o prédio histórico, que servia de refúgio para cristãos e muçulmanos.

Ruínas da Igreja de São Porfírio, em Gaza (Foto: Reprodução / Abed Khaled – AP)

Líderes católicos afirmam que, pouco tempo depois, um atirador israelense matou uma mulher e sua filha em frente a um convento em Gaza. O Papa Francisco se manifestou publicamente sobre este caso, que caracterizou como “terrorismo”.

*Com informações do AJPlus e Aljazeera.

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