ANÁPOLIS GOIÁS
SHOW DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 01/09/2023 - 15:12
viatura da polícia federal
Investigados foram afastados do cargo enquanto as investigações ocorrem (Foto: Reprodução / Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (1º), a operação contra uma organização criminosa que promovia fraudes em licitações, lavagem e desvio de dinheiro envolvendo verbas federais da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os policiais cumprem 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas cidades de São Luís, Vitorino Freire e Bacabal, no Maranhão.

Segundo a PF, também estão sendo cumpridas medidas cautelares como afastamento de função pública, suspensão de licitações e vedação da celebração de contratos com órgãos públicos, bem como ordens de indisponibilidade de bens.

A investigação, iniciada em 2021, teve a sua primeira fase ostensiva deflagrada em 20 de julho de 2022 (Operação Odoacro), e a segunda em 5 de outubro de 2022 (Operação Odoacro 2).

A presente fase alcança o núcleo público da organização criminosa, após se rastrear a indicação e o desvio de emendas parlamentares destinadas à pavimentação asfáltica de um município maranhense”, informou a Polícia Federal.

Os investigados poderão responder por fraude em licitação pública, lavagem de capitais, organização criminosa, peculato, corrupção ativa e corrupção passiva.

Emendas parlamentares

Batizada de Benesse, a operação, de acordo com a polícia, indica que a liderança da organização criminosa utilizava emendas parlamentares para aumentar o seu patrimônio. A PF não divulgou o nome dos investigados.

Em nota, a Codevasf disse que colabora com o trabalho das autoridades desde a primeira fase da operação e que, após apurações e conclusão de processo na sua corregedoria, demitiu um funcionário no mês de agosto.

“A Companhia mantém compromisso com a elucidação dos fatos e com a integridade de suas ações – e continuará a prover suporte integral ao trabalho das autoridades policiais e da Justiça”, informou a Codevasf.

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