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Promotores deram detalhes da operação em coletiva na quarta-feira (18) (Foto: MPGO)

Novas informações divulgadas pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) apontam que o suposto esquema investigado na Operação Confrades pode ter causado prejuízo de até R$ 80 milhões aos cofres públicos.

A apuração mira irregularidades em contratos da Agência Goiana de Habitação, responsável pelo programa Pra Ter Onde Morar.

Os dados foram detalhados na quarta-feira (18), durante coletiva do Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP).

Segundo os promotores, o balanço ainda está em andamento, mas já há indícios de um esquema estruturado dentro da agência.

As investigações indicam a manipulação de contratos por meio da alteração de planilhas orçamentárias, interferências em editais e flexibilização de regras para favorecer empresas específicas.

Também foram identificados indícios de cooptação de setores técnicos da Agehab, com atuação direcionada para atender interesses particulares.

De acordo com o MPGO, há ainda registros de mudanças em normas técnicas, além de privilégios concedidos a empresas que, em tese, estariam impedidas de contratar com o poder público, ampliando sua participação em contratos firmados a partir de 2024.

Outro ponto que chama atenção é a suspeita de represálias contra servidores do corpo técnico, incluindo denúncias de demissões arbitrárias, o que teria facilitado a execução do esquema dentro da estrutura da agência.

A investigação teve início no primeiro semestre de 2025, após denúncias de favorecimento indevido em contratos ligados ao programa habitacional.

“O objetivo é apurarmos de que forma essas ingerências aconteciam e todos os responsáveis por isso”, afirmou o promotor Augusto Souza, complementando que a investigação segue em curso.

Mandados de busca e apreensão

A operação foi deflagrada na quarta-feira (18), com o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Anápolis e Goiânia, além de medidas na sede da Agehab.

Entre os principais investigados está o então vice-presidente da agência, Wendel Garcia da Silva, apontado como articulador do esquema.

Ele mantinha relação próxima com o empresário anapolino André Hajjar, conhecido como Dedé, proprietário da Excel Construtora.

Segundo as apurações, os dois também possuem vínculo familiar, já que Wendel é genro do empresário.

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André Hajjar e Wendel Garcia (Foto: Reprodução)

Por decisão judicial, dois integrantes do corpo gestor da Agehab foram afastados temporariamente.

As investigações seguem na esfera da improbidade administrativa e podem avançar para a área criminal.

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