ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 08/06/2024 - 12:07
Entre os que já retiraram valores a receber, 19.045.510 são pessoas físicas e 1.203.160 são pessoas jurídicas. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)
Entre os que já retiraram valores a receber, 19.045.510 são pessoas físicas e 1.203.160 são pessoas jurídicas. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)

Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,16 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o fim de abril. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (7) pelo Banco Central (BC). Até agora, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 6,78 bilhões, de um total de R$ 14,94 bilhões postos à disposição pelas instituições financeiras.

Para conferir se tem direito a algum valor ainda não recebido, o cidadão pode acessar o site do SRV (https://valoresareceber.bcb.gov.br/publico) e informar CPF e data de nascimento. Conforme estatísticas do Sistema, a maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque têm direito a pequenas quantias.

Os valores a receber de até R$ 10 concentram 63,54% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 24,95% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,73% dos clientes. Só 1,78% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Entre os que já retiraram valores a receber, 19.045.510 são pessoas físicas e 1.203.160 são pessoas jurídicas. Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.104.921 são pessoas físicas e 3.264.504 são pessoas jurídicas.

Site reativado

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas. Em abril, foram retirados R$ 280 milhões, alta em relação ao mês anterior, quando tinham sido resgatados R$ 218 milhões.

Há também a possibilidade de consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Assim como nas consultas a pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.

De onde vem esse dinheiro?

O SRV reúne recursos de: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente; contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores a receber. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

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