ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 18/05/2024 - 12:12
As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com este tipo de desastre ambiental no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)
As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com este tipo de desastre ambiental no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)

Um levantamento realizado pelo governo federal mapeou 1.942 municípios brasileiros com risco de desastre ambiental. Anápolis, Goiânia, Aparecida de Goiânia e outras 21 cidades de Goiás estão na lista que aponta municípios que podem sofrer com deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações.

Conforme o estudo, Anápolis tem 393 pessoas vivendo em áreas mapeadas ao risco geo-hidrológico, Goiânia também aparece no levantamento, com 4.260 pessoas em risco e Aparecida tem 737 cidadãos em regiões ameaçadas. Segundo o levantamento, podem ocorrer deslizamentos, enxurradas e inundações nas três cidades mais populosas do estado.

Municípios com risco de desastre ambiental. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)
Municípios com risco de desastre ambiental. (Foto: Reprodução / Agência Brasil)

Ao todo, 35% do total dos municípios brasileiros aparecem no estudo. Nestas cidades, vivem cerca de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional. Em relação à 2012, o levantamento mostrou um aumento de 136% no número de municípios suscetíveis a desastres.

Com os novos dados, sistematizados até 2022, os estados com a maior proporção da população em áreas de risco são Bahia (17,3%), Espírito Santo (13,8%), Pernambuco (11,6%), Minas Gerais (10,6%) e Acre (9,7%). Já as unidades da federação com a população menos exposta ao risco de  desastres são Distrito Federal (0,1%); Goiás (0,2%), Mato Grosso (0,3%) e Paraná (1%).

Goiás

A nota técnica do estudo cita 24 municípios goianos, confira a lista de cidades e o tipo de risco apontado:

  • Alexânia – Deslizamento
  • Alvorada do Norte – Inundação
  • Anápolis – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Aparecida de Goiânia – Deslizamento Enxurrada e Inundação
  • Aporé – Inundação
  • Baliza – Enxurrada Inundação
  • Caldas Novas – Enxurrada Inundação
  • Cavalcante – Enxurrada Inundação
  • Formosa – Deslizamento, Enxurrada  e Inundação
  • Goiânia – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Goiás – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Goiatuba – Inundação
  • Guarani de Goiás – Deslizamento e Enxurrada
  • Israelândia – Enxurrada e Inundação
  • Itumbiara – Enxurrada e Inundação
  • Lagoa Santa – Enxurrada e Inundação
  • Luziânia – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Novo Gama – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Petrolina de Goiás – Enxurrada e Inundação
  • Planaltina – Enxurrada e Inundação
  • São Domingos – Enxurrada e Inundação
  • Senador Canedo – Deslizamento, Enxurrada e Inundação
  • Simolândia – Inundação
  • Uruaçu – Enxurrada e Inundação

O levantamento foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República.

Populações pobres

As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com este tipo de desastre ambiental no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.

“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.

Mais informações podem ser consultadas na íntegra do estudo (https://educacao.cemaden.gov.br/midiateca/nota-tecnica-no-1-2023-sadj-vi-sam-cc-pr/)

Com informações da Agência Brasil

 

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