Anápolis alcançou um marco importante em sua gestão fiscal: a cidade subiu da classificação C para B na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde financeira de estados e municípios.
O anúncio foi feito pelo prefeito Márcio Corrêa (PL) nesta terça-feira (30), durante coletiva de lançamento da programação de aniversário da cidade. Ele atribuiu o resultado aos ajustes de austeridade promovidos ao longo dos últimos 16 meses.
“Pagamos R$ 300 milhões de empréstimo, sendo a maioria juros. Anápolis estava no Serasa fiscal. Não tinha crédito. Ontem saiu o resultado da nossa Capag e saímos do vermelho. Fomos para a Capag B”, afirmou Corrêa.
Segundo o chefe do Executivo, o município chegou perto da nota máxima, mas foi prejudicado por uma dívida de R$ 40 milhões herdada da gestão anterior. “Batemos na trave”, completou.
O avanço também se refletiu no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi): depois de seis anos estagnada na nota D, Anápolis subiu para C, saltando mais de 400 posições no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal.
Entre os principais entraves enfrentados pela administração estavam o indicador de Poupança Corrente, prejudicado pelo histórico de desempenhos ruins em anos anteriores, e a Liquidez Relativa, impactada por um passivo de mais de R$ 40 milhões sem cobertura em caixa registrado em 2024.
Com a nova nota, Anápolis ganha acesso facilitado a crédito com garantia da União, o que deve viabilizar financiamentos para obras, além de sinalizar segurança institucional para atrair investimentos privados.