ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 09/04/2024 - 13:30
Texto afirma que a dignidade humana é "inalienavelmente fundada no seu próprio ser, é inerente a cada pessoa humana, para além de toda circunstância e em qualquer estado ou situação se encontre". (Foto: Reprodução / Wikipedia)
Texto afirma que a dignidade humana é "inalienavelmente fundada no seu próprio ser, é inerente a cada pessoa humana, para além de toda circunstância e em qualquer estado ou situação se encontre". (Foto: Reprodução / Wikipedia)

O Vaticano publicou nesta segunda-feira (8) um documento que repreende a mudança de sexo, a eut4násia, o ab0rto e a prática de barriga de aluguel, assim como a pena de morte, o abuso sexual, a guerra e a pobreza como “ameaças graves à dignidade humana”.

O texto assinado pelo Papa Francisco foi elaborado pela então Congregação (hoje chamada Dicastério) para a Doutrina da Fé, um grupo composto pela ala mais conservadora da Igreja, liderada pelo Cardeal Víctor Manuel Fernández.

O documento é intitulado “Dignitas infinita” (“dignidade infinita”), conforme o texto esta dignidade é “inalienavelmente fundada no seu próprio ser, é inerente a cada pessoa humana, para além de toda circunstância e em qualquer estado ou situação se encontre. Este princípio, que é plenamente reconhecível também pela pura razão, coloca-se como fundamento do primado da pessoa humana e da tutela de seus direitos. A Igreja, à luz da Revelação, reafirma de modo absoluto esta dignidade ontológica da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus e redimida em Cristo Jesus”.

Dignitas infinita

Conforme o texto, a prática da barriga de aluguel ” viola, antes de tudo, a dignidade da criança” que é transformada em “mero objeto“. Mas esta prática mas também degrada a gestante, “a mulher se separa do filho que nela cresce e se torna um simples meio, sujeito ao lucro ou ao desejo arbitrário de outrem”, diz o documento.

Sobre as cirurgias de redesignação de sexo, a Dignitas infinita diz que “A dignidade do corpo não pode ser considerada inferior àquela da pessoa como tal” e que  “qualquer intervenção de mudança de sexo normalmente se arrisca a ameaçar a dignidade única que a pessoa recebeu desde o momento da concepção”.

O texto também expressa a condenação veemente da Igreja ao aborto, definido como “assassínio deliberado e direto”, da eutanásia, chamada de “ofensa objetiva contra a dignidade da pessoa que o pede” e da pena de morte, caracterizada como “afronta, para além de todo limite, a dignidade própria de cada ser humano”

Outras formas de violação à dignidade humana apontadas pela Dignitas infinita são: o drama da pobreza, a guerra, o sofrimento dos migrantes, o tr4fico de pessoas, os abus0s sexuais, as violências contra as mulheres, o descarte das pessoas com deficiência, a teoria de gênero e a violência digital.

O texto completo e traduzido para o português foi disponibilizado na íntegra pelo vaticano no site oficial.

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