ANÁPOLIS GOIÁS
MADRUGADA SERTANEJA
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Gustavo Mendanha (Foto: Bruna Lopes/Rádio São Francisco).

O candidato ao Senado Gustavo Mendanha (PRD) se posicionou sobre a proposta que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho, durante sabatina realizada pela Rádio São Francisco 97.7FM. O texto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e deve ser votado na próxima semana.

Segundo ele, a redução da carga horária é necessária, mas deve ser construída em conjunto com o setor produtivo, sem prejudicar micro e pequenas empresas.

“Nós precisamos reduzir a carga de trabalho, eu acho que isso é premente. Mas também sou favorável a que haja essa discussão entre o empregado e o empregador”, afirmou, tentando justificar um meio termo.

A legislação atual já permite flexibilizações, conforme Reforma Trabalhista de 2017, e, para ele, o desafio é ampliar esse espaço sem penalizar quem empreende.

“Nós não podemos reduzir essa jornada sem também ter uma discussão sobre a carga tributária alta que as pessoas passam”, disse.

Mendanha afirmou que pretende atuar como defensor tanto dos trabalhadores quanto dos empresários na discussão, sem se alinhar integralmente a um dos lados do debate.

“Estaremos defendendo, sim, a redução da carga de trabalho, mas serei um árduo defensor dos empresários para que nós possamos diminuir tudo isso que nós temos pago de imposto todos os anos”, declarou.

Carga de impostos

Aproveitando o gancho da discussão, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia defende associar a redução da jornada a uma reforma que diminua impostos, especialmente para pequenos empreendedores.

Ele citou o Paraguai como exemplo de país que atraiu indústrias brasileiras, sobretudo da região Sul, por meio da desburocratização e de uma carga tributária mais baixa.

“O Paraguai vem se desenvolvendo exatamente por isso. Tem desburocratizado, tem criado ambientes para poder treinar, preparar mão de obra”, afirmou.

Mendanha também criticou possíveis efeitos da reforma tributária sobre o capital de giro das empresas, argumentando que o novo modelo de cobrança na fonte pode ampliar, na prática, a carga sobre os empresários.

“A gente está aumentando a carga tributária, a gente tem que pensar em ambos os lados”, concluiu.

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