A Prefeitura de Anápolis apresentou, na sexta-feira (21), a prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026, no plenário Teotônio Vilela, na Câmara Municipal.
O relatório foi detalhado pelo secretário de Economia, Marcelo Olímpio, e pela secretária de Saúde, Jaqueline Rocha, com a presença do prefeito Márcio Corrêa (PL).
Segundo os dados apresentados, a receita total do município cresceu 12,17% em relação ao mesmo período de 2025, somando R$ 1,138 bilhão. O superávit primário foi de R$ 159,1 milhões.
Em coletiva após a sessão, Márcio Corrêa destacou o desempenho da economia local frente a outros municípios goianos.
“Nós crescemos a receita bruta em quase 25%, mais que todos os municípios do Estado. Goiânia diminuiu o crescimento, reduziu. Rio Verde, Aparecida, cresceram 8%, e nós crescemos”, afirmou.

Pontos de atenção
O relatório também apontou indicadores que exigem monitoramento. Nos últimos 12 meses, os gastos com pessoal consumiram 50,22% da Receita Corrente Líquida, percentual acima do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal, ainda que abaixo do limite prudencial de 51,3%.
Já a aplicação em Educação ficou em 24,38% no quadrimestre, abaixo do mínimo constitucional de 25%, exigência que pode ser compensada ao longo do exercício. Na Saúde, o índice aplicado foi de 21,28%, acima do mínimo de 15% exigido por lei.
A Dívida Consolidada Bruta chegou a R$ 599,5 milhões em abril, equivalente a 32,78% da Receita Corrente Líquida, dentro dos limites legais de endividamento. O município mantém nota B na Capacidade de Pagamento (Capag), obtida recentemente.
Ainda na coletiva, Corrêa destacou o avanço na captação de recursos externos. “Só desde o início do mandato, foram quase 200 milhões de emendas. As que não foram utilizadas já estão empenhadas, isso evitou que a gente usasse o dinheiro do Tesouro”, disse.
O chefe do Executivo ainda acrescentou a expectativa de mais R$ 400 milhões aplicados em projetos do Programa de Aceleração de Crescimento, do governo federal.