ANÁPOLIS GOIÁS
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Goiás destaca-se pela produção de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, alguns dos mineiras das terras raras (Foto: Serra Verde/Divulgação)

Candidato ao Senado nas eleições de 2026, o deputado federal e médico Zacharias Calil (MDB) comentou nesta terça-feira (25), durante sabatina da Rádio São Francisco 97.7FM, sobre o potencial da exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil. A pergunta foi apresentada pelo jornalista convidado Luiz Araújo, da Agência iNFRA, de Brasília.

Calil afirmou que Goiás está “na linha de frente” da discussão sobre esses minerais, usados em tecnologias como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e equipamentos militares, e defendeu que o país concilie o avanço econômico do setor com a proteção da soberania nacional.

“Então, nós temos que defender, sim, a nossa posição e não entregar também de mão beijada, né? Eu acho que nós temos que proteger a nossa indústria”, disse.

O tema tem ganhado repercussão e obteve novo desdobramento na segunda-feira (24), após o governo dos Estados Unidos da América (EUA) anunciar US$ 750 milhões em recursos destinados a uma estrutura financeira criada para garantir a compra da produção de terras raras da Serra Verde, mineradora que opera em Minaçu (GO).

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Mineradora Serra Verde está em vias de ser adquirida por empresa estadunidense (Foto: Serra Verde/Divulgação)

O aporte integra a estrutura financeira que viabiliza a aquisição da mineradora pela americana USA Rare Earth. A operação, anunciada em abril e avaliada em US$ 2,8 bilhões, ainda depende da aprovação dos acionistas da empresa, em reunião prevista para sexta-feira (28).

Federal x Estadual

O governo federal já demonstrou preocupação com a abertura do setor de minerais críticos a investimentos estrangeiros, afirmando que o subsolo pertence a União.

Em março último, o então governador Ronaldo Caiado (PSD) assinou um memorando de entendimento com o governo dos EUA para estabelecer uma parceria na exploração de minerais críticos e terras raras.

O documento, porém, não cria obrigações legais para as partes e foi classificado pela gestão estadual como uma “declaração de intenções de boa-fé”.

O texto prevê cooperação em áreas como pesquisa e capacitação, mas não estabelece transferência de concessões ou controle sobre os recursos.

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Deputado e candidato ao Senado, Zacharias Calil foi entrevistado nesta terça-feira (25) (Foto: Bruna Lopes/Rádio São Francisco)

Questionado sobre o memorando, Calil disse não conhecer o texto do acordo “na sua totalidade”, mas defendeu a medida de Caiado, argumentando que o Brasil tem os minerais, mas não necessariamente a tecnologia para explorá-los, e que parcerias internacionais poderiam viabilizar esse desenvolvimento.

“Por exemplo, às vezes nós temos o produto mas você não tem a tecnologia pra explorar, pra desenvolver tudo isso, né? Então, talvez naquele momento, ele achou que aquilo ali seria o ideal de trabalhar”, concluiu.

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