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Em sequência Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luis Cesar Bueno. (Foto: Montagem/Rádio São Francisco).

Com a votação para governador marcada para 4 de outubro, os eleitores de Goiás também vão escolher, nas urnas, quais propostas para a educação poderão orientar os próximos quatro anos. Entre os principais candidatos ao cargo estão Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luís César Bueno, cujos planos apresentam diferentes medidas para a área.

A Rádio São Francisco reuniu algumas das propostas dos postulantes de acordo com o plano de governo de cada um. Entre os temas que aparecem nos documentos estão alfabetização, ensino em tempo integral, valorização dos profissionais, tecnologia e formação técnica.

Daniel Vilela

O plano de governo de Daniel Vilela (MDB) diz que uma das prioridades garantir que as crianças aprendam na idade certa. O documento prevê ampliar o ensino integral para mais municípios, com investimentos em estrutura, internet, alimentação e transporte.

Na alfabetização, a meta apresentada é que 100% das crianças sejam alfabetizadas na idade adequada. O plano também inclui educação inclusiva, valorização dos profissionais e uso de inteligência artificial, robótica e recursos digitais.

A proposta prevê ainda o fortalecimento da Universidade Estadual de Goiás (UEG), com modernização dos campi, concursos e expansão de cursos de graduação e pós-graduação.

Marconi Perillo

O plano de Marconi Perillo (PSDB) coloca alfabetização, aprendizagem e recomposição dos conteúdos entre as prioridades. Também prevê ampliar o ensino integral e fortalecer a carreira dos profissionais da educação.

Entre as medidas estão concursos públicos, retomada da titularidade dos professores e modernização da infraestrutura escolar, com conectividade, robótica, programação e inteligência artificial.

Na educação profissional, o documento propõe fortalecer ITEGOs, COTECs e a Escola do Futuro. Também prevê o Programa Aluno Empregado, voltado à aproximação dos estudantes com o primeiro emprego.

Wilder Morais

Já Wilder Morais (PL) concentra a área no programa Escola para a Vida, com prioridade para alfabetização, Língua Portuguesa e Matemática. A proposta prevê diagnóstico dos estudantes e recuperação da aprendizagem durante o ano letivo.

O plano também prevê ampliar o tempo integral onde houver demanda, estrutura e resultado pedagógico, além de combater faltas e abandono escolar por meio de busca ativa.

Na área tecnológica, a inteligência artificial seria utilizada como apoio à pesquisa, criação e resolução de problemas. O documento também prevê formação dos professores e proteção de dados.

Luís César Bueno

A principal proposta de Luís César Bueno (PT) é a expansão da educação em tempo integral. O plano estabelece, de forma indicativa, chegar a 350 a 370 escolas estaduais de tempo integral ao final do mandato.

A expansão considera fatores como vulnerabilidade social, demanda das famílias, evasão e aprendizagem. O período adicional deverá incluir atividades de esporte, cultura, ciência, tecnologia, projeto de vida e preparação para o trabalho.

O documento também aproxima educação e desenvolvimento regional, propondo conectar a formação técnica às oportunidades de emprego e ampliar o acesso dos jovens a cursos técnicos, universidades e primeiro emprego.

Propostas têm pontos em comum

Apesar das diferenças, os quatro planos colocam a aprendizagem e a preparação dos estudantes para o futuro entre as prioridades.

Alfabetização, ensino integral, formação profissional, tecnologia e valorização dos profissionais também aparecem nas propostas, com diferentes estratégias para a rede estadual.

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