Os dois suspeitos de participação no duplo homicídio de Hiago Almeida dos Santos e Ana Carolina Maia Nogueira, em Anápolis, alegam que foram perseguidos por homens armados no início da tarde desta terça-feira (20), pouco depois de deixarem o presídio. Segundo a Companhia de Policiamento Especializado (CPE), eles correram para dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar para se proteger.
Após o episódio, Mateus Rodrigues de Lima e Ismael Cunha da Silva Filho foram escoltados por policiais militares até a Central de Flagrantes, onde relataram o que teria acontecido. Nenhum deles ficou ferido.
O deslocamento com escolta teve como objetivo registrar a suposta tentativa de homicídio e não representa uma nova prisão dos investigados.

Suspeito relata perseguição
Em entrevista após o ocorrido, Ismael contou que a mãe o buscou no presídio em uma Fiat Toro. Durante o trajeto, eles pararam em um restaurante nas proximidades do Estádio Jonas Duarte, onde, segundo ele, dois homens chegaram em um Volkswagen Fox prata.
Ismael afirmou que percebeu uma movimentação suspeita e que os homens estavam armados com pistolas. Quando ele e os familiares deixaram o local, os ocupantes do Fox teriam iniciado a perseguição.
Ao chegar às proximidades do 4º BPM, os investigados entraram na unidade policial para se proteger. Conforme o relato de Ismael, os dois homens estavam com o rosto descoberto.
Questionado sobre o que poderia ter motivado o ataque, ele afirmou acreditar que se tratava de uma possível vingança. O investigado também descreveu o veículo utilizado pelos suspeitos.
Até o momento, não há confirmação sobre a identidade dos autores ou a motivação da suposta tentativa de homicídio.

Mãe dos investigados responderá por desacato
Durante a ocorrência na sede do 4º BPM, a mãe dos investigados teria desacatado policiais militares. Por esse motivo, ela responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Soltura ocorreu após decisão judicial
Mateus e Ismael haviam sido presos na segunda-feira (19), em Campo Limpo de Goiás, suspeitos de participação no assassinato de Hiago e Ana Carolina, ambos de 24 anos, baleados em frente à Adega Seven, no bairro Maracanã, em Anápolis.
Hiago morreu no local do ataque. Ana Carolina foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Na audiência de custódia, realizada na segunda-feira (19), o juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer considerou ilegais as prisões em flagrante e determinou a soltura dos dois.
Entre os pontos destacados na decisão estão a ausência de situação legal de flagrante e questionamentos sobre a entrada dos policiais em imóveis sem mandado judicial.
A decisão não representa absolvição dos investigados, e as investigações sobre o duplo homicídio continuam.
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