A Polícia Civil de Anápolis desarticulou uma quadrilha que criou um banco falso e oferecia empréstimos, exigindo imóveis como garantia. A Operação La Casa de Papel foi deflagrada por meio do Grupo Especial de Investigação Criminal (GEIC), que cumpriu 83 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, quebras de sigilo e o sequestro de bens adquiridos ilicitamente.
“Trata-se de uma investigação criminal em face de um grupo que organizou e montou um banco falso. Isso mesmo, eles montaram uma instituição financeira falsa e vitimaram inúmeras pessoas com operações financeiras. Esse grupo criminoso captava os imóveis dessas vítimas e vendia para terceiros de boa-fé“, explica o delegado Luiz Carlos Cruz.
O esquema, segundo a Polícia Civil, movimentou mais de R$ 3,3 milhões. A Polícia Civil cumpriu os mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Sobradinho (DF).

Na operação, a polícia também apreendeu documentos, aparelhos eletrônicos e sequestrou bens de luxo, incluindo uma caminhonete. De acordo com o delegado, as investigações continuam para responsabilizar todos os envolvidos.
Referência à série La Casa de Papel
O nome da operação faz alusão à famosa série espanhola La Casa de Papel, que retrata um grupo de assaltantes liderados pelo estrategista Professor. O plano meticulosamente elaborado tem como alvo a Casa da Moeda da Espanha, onde a quadrilha imprime bilhões de euros enquanto lida com a polícia e questões internas de confiança e lealdade.
A série, que se tornou um fenômeno mundial, é marcada por personagens icônicos como Tóquio, a impulsiva narradora; Berlim, o calculista e enigmático líder dentro do assalto; Rio, o jovem hacker do grupo; e Nairobi, especialista em falsificação.

As temporadas da série La Casa de Papel estão disponíveis na Netflix.
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