A produção industrial de Goiás cresceu 0,8% em julho de 2026, na comparação com junho, e teve o quarto maior avanço entre os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou acima da média nacional, de 0,2%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF). O resultado interrompeu dois meses consecutivos de queda na indústria goiana, após recuos de 0,9% em maio e 1,7% em junho.
Na comparação com julho de 2025, a produção industrial do estado avançou 2,7%. No acumulado do ano, a alta chega a 2,6%, enquanto o crescimento nos últimos 12 meses é de 3,3%.
Entre as atividades pesquisadas, a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis cresceu 10% em relação ao mesmo mês do ano passado. Álcool etílico e biodiesel foram os principais responsáveis pelo resultado do segmento.
A indústria farmacêutica também apresentou desempenho positivo, com alta de 23,3% na comparação anual. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento da atividade em Goiás, que acumula avanço de 22,4% no ano.
Já a fabricação de produtos alimentícios registrou queda de 2,6% frente a julho de 2025. O segmento chegou ao sétimo resultado negativo consecutivo e acumula retração de 2,6% em 2026.
No cenário nacional, a produção industrial cresceu 0,2% na passagem de junho para julho. Na comparação anual, porém, houve queda de 0,5%, interrompendo uma sequência de quatro meses de resultados positivos.
Entre os 14 locais analisados, Amazonas teve o maior avanço, de 14,6%, seguido por Espírito Santo, com 2%, e Rio Grande do Sul, com 1,2%. Mato Grosso (-9%) e Pará (-4,5%) registraram as maiores quedas.