A paralisação nacional dos Correios já afeta diretamente o fluxo de entregas em Anápolis e em diversas regiões do país.
No estado, o movimento foi deflagrado após decisão tomada pelo Sintect-GO em assembleias motivadas pela falta de avanços na proposta da empresa para a Campanha Salarial 2026/2027.
A adesão em Anápolis concentra o impacto nos serviços de triagem e na distribuição feita pelos carteiros. As agências anapolinas seguem abertas ao público, mas a entrega de correspondências e encomendas sofre atraso.
O principal impasse entre a categoria e a direção estatal envolve o modelo do plano de saúde dos trabalhadores e a recomposição salarial.
Para mitigar o desabastecimento logístico no município e no restante do país, a empresa acionou um plano de contingência com apoio do pessoal administrativo, mutirões e remanejamento de veículos.
O movimento ocorre em meio a um quadro financeiro adverso da estatal, que acumulou prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre e aguarda empréstimo de R$ 7 bilhões garantido pela União.
Impasse com o TST e o cenário das negociações
A disputa tomou rumos judiciais após a empresa ingressar com pedido de urgência e dissídio coletivo.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) acolheu parcialmente o pedido da estatal e determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade, sob pena de a greve ser declarada abusiva. A regra vale individualmente para cada unidade, turno e setor.
O julgamento do dissídio pelo TST está marcado para o dia 21 de setembro. Até lá, sindicatos e empresa mantêm tratativas na tentativa de fechar um acordo via mediação com o Governo Federal.