Turbantes, capoeira e jongo vão ocupar a Escola Municipal Walmir Bastos Ribeiro nesta sexta-feira (11), a partir das 14h, em uma ação de letramento racial voltada a estudantes do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental.
O evento integra o projeto “Loide Canta Mulheres Negras”, idealizado pela professora Loide Oliveira, e reúne atividades culturais e pedagógicas voltadas à valorização da história e cultura afro-brasileira.
A programação inclui oficina de turbantes, apresentação de capoeira com o Grupo Tesouro Capoeira e um bate-papo com o Mestre Tuísca, referência estadual na preservação do jongo.
“Respeito, valorização e proteção da História e Cultura Afro-Brasileira são elementos estruturantes de uma educação inclusiva e plural”, afirma Oliveira.
A iniciativa está alinhada à Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas de todo o país.
Quem é Mestre Tuísca
Carlos Antônio dos Reis, o Mestre Tuísca, é mestre de Capoeira Angola, contramestre de Capoeira Regional, cantor, compositor, percussionista e professor de música, reconhecido como um dos principais fomentadores da cultura negra em Goiás. Ele lidera o Grupo Jongo Iracema, criado em 2012.
Quem é Loide Oliveira
Pedagoga com especialização em Ensino Interdisciplinar, com foco em Direitos Humanos e Infância pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Loide Oliveira atua como alfabetizadora na Rede Municipal de Ensino de Anápolis.
Sua trajetória começou em 2009, como orientadora social no programa federal ProJovem, e passou pela coordenação pedagógica do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI).
Defensora de uma política de educação antirracista em Anápolis, Loide integra ainda a diretoria do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) e participa de iniciativas como o Cine Negro, promovido pela Rede Municipal de Ensino.