ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 26/02/2025 - 13:17
foto de pistaches
A popularização do pistache entre os brasileiros foi meteórica (Foto: Andrew/Happinez)

A data de 26 de fevereiro marca o Dia Mundial do Pistache, a oleaginosa que saiu do anonimato para conquistar os paladares brasileiros. No país, o consumo e importação do chamado “ouro verde” apresentaram um crescimento expressivo de uns anos para cá.

Com isso, o pequeno fruto da família Anacardiaceae, originário do Oriente Médio e da Ásia Central, já não é mais um item raro nas prateleiras do Brasil. Dados da Vixtra, fintech de comércio exterior, revelam que as importações de pistache no país, por exemplo, alcançaram US$ 8,8 milhões em 2023, um impressionante aumento de 97% em relação a 2022.

De iguaria rara a fenômeno gastronômico

Porém, nem sempre foi assim. Até recentemente, encontrar pistache no Brasil era uma verdadeira caça ao tesouro em mercados e feiras. A oleaginosa começou sua trajetória de forma discreta no país, principalmente em sorveterias estrangeiras que ofereciam opções tradicionais com grãos de pistache moídos por cima.

O que era exclusividade de poucos estabelecimentos, porém, rapidamente se popularizou em solo nacional. Hoje, o pistache está presente em uma infinidade de preparações, sejam elas doces ou salgadas, com seu sabor único e difícil de ser replicado. Há quem compare seu sabor a uma intrigante mistura de amendoim, avelã e menta.

Gosto do brasileiro pelo fruto se transmite pelas variadas receitas (Foto: MinhasReceitinhas)

Ademais, o Dia Mundial do Pistache encontra no Brasil um público cada vez mais apaixonado pela oleaginosa que, de iguaria, transformou-se em um fenômeno.

Uma história milenar

Contudo, o pistache carrega uma história tão impressionante e rica quanto seu sabor. Evidências arqueológicas sugerem seu consumo desde a Pré-História. O Irã, um dos maiores produtores históricos, cultiva o fruto há milhares de anos, e segundo estudos, ele foi amplamente utilizado no antigo Império Persa.

Existe até uma lenda que conta que a Rainha de Sabá, figura mencionada na Bíblia, decretou o pistache como exclusividade da realeza. Isto, por si só, já demonstra o prestígio que a oleaginosa desfrutava na antiguidade.

A chegada do pistache à Europa, especificamente à Itália, foi documentada por Plínio, o Velho (23 d.C – 79 d.C), em sua obra “Historia Naturalis”. Isso ocorreu por volta dos anos 20 e 30 da Era Comum, após as conquistas na Ásia do então governador romano na Síria, Lucio Vitellio, que introduziu a planta na Península Itálica e na Espanha.

A produção global do “ouro verde” se expandiu para diversos países ao longo dos anos, incluindo Austrália, México, Espanha e Estados Unido. Irã e o estado da Califórnia lideram a produção mundial.

Benefícios além do sabor

Por fim, composto por aproximadamente 50% de açúcares e gorduras, o pistache carrega propriedades nutricionais valiosas. Na antiguidade, era utilizado para tratar picadas de cobras venenosas ou como afrodisíaco.

Hoje, a ciência confirma que, assim como outras oleaginosas, o pistache é rico em nutrientes essenciais para o sistema imunológico, como polifenóis, zinco, cobre, ferro e vitaminas.

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