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Atualizado em 26/01/2023 - 17:59

O Ministério da Saúde pretende começar a aplicar as doses de reforço com a vacina bivalente para imunização contra a covid-19 a partir de 27 de fevereiro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26) durante a primeira reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite, na Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Segundo o órgão, essas vacinas aumentam a imunidade contra o vírus da cepa original, bem como da variante Ômicron.

Segundo o ministério, a campanha terá quatro fases:

  • Primeira fase:

Pessoas com idade acima de 70 anos, imunocomprometidos e moradores de comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;

  • Segunda fase:

Pessoas com idade entre 60 e 69 anos;

  • Terceira fase:

Gestantes e puérperas;

  • Quarta fase:

Profissionais de saúde.

Durante a reunião com os integrantes da comissão, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse que a nova gestão da pasta adotará uma política de “cuidado e construção coletiva” e que, nesse sentido, será fundamental o diálogo entre União, estados e municípios. “Hoje, temos alguns desafios muito específicos que representam o retorno de uma pactuação em alto nível, como devem ser as nossas relações”, disse.

“Destaco entre as medidas iniciais, a Política Nacional de Imunização, a ser apresentada; um plano nacional para redução de filas na atenção especializada; a recuperação da Farmácia Popular; a valorização da atenção básica; o provimento, qualificação e formação profissional; e a retomada em novas bases do Programa Mais Médicos”, disse a ministra.

Estoques

O diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis, Éder Gatti, descreveu a situação dos estoques de vacinas do ministério, tanto para o tratamento da covid-19 como de outras doenças. Segundo ele, a situação deixada pelo governo anterior representa “risco real” de desabastecimento de alguns imunizantes.

Segundo o diretor, mais de 370 mil doses da vacina AstraZeneca foram incineradas em dezembro por estarem vencidas. Além disso, o estoque de vacinas Pfizer Baby pediátrica e CoronaVac estava zerado e o estoque de vacinas bivalente, para iniciar a estratégia de vacina de reforço, estava muito baixo, o que impediu articulação e estruturação de uma política pública para a vacinação da população.

Ele acrescentou que há risco real de desabastecimento de vacinas importantes do calendário de vacinação, porque os estoques estão baixos também para vacinas BCG, hepatite B, vacina oral contra poliomielite e a triviral.

Baixa cobertura

Segundo Gatti, o cenário atual de baixas coberturas vacinais “deve-se aos discursos negacionistas feitos nos últimos quatro anos por autoridades, o que resultou na queda de confiança nas vacinas”. Segundo ele por conta disso, o Brasil corre risco de epidemias de poliomielite e sarampo.

A ministra Nísia Trindade disse, em uma das pausas da reunião, que a “primeira providência” da pasta é a de recompor estoques “para planejar ações”. Ela acrescentou que o calendário de multivacinação infantil em breve será divulgado.

“Faremos ações de vacinação nas escolas, como uma das estratégias, e combinaremos múltiplas maneiras para que possamos dar esta proteção, pois a baixa cobertura vacinal das crianças não diz respeito apenas à covid-19”, completou.

 

Conteúdo originalmente publicado por Agência Brasil

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