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Candidato á reeleição ao Senado, Vanderlan (PSD) foi o primeiro sabatinado pela 97.7FM (Foto: Bruna Lopes/Rádio São Francisco)

Candidato à reeleição ao Senado, Vanderlan Cardoso (PSD) afirmou, em sabatina realizada pela Rádio São Francisco 97.7FM, que pretende presidir a Casa em um eventual novo mandato.

“Eu vou ser presidente do Senado, caso seja reeleito”, declarou, citando a ausência de processos contra ele no STF como argumento de “autoridade moral” para o cargo, hoje ocupado por Davi Alcolumbre (UB-AP).

O senador já ocupou a presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia e hoje é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de ter presidido a Comissão de Assuntos Econômicos.

Ao justificar a pretensão, Vanderlan citou como principal entrega do mandato o refinanciamento da dívida de 18 estados junto à União, incluindo Goiás, de articulação dele junto ao ex-ministro Paulo Guedes.

Ele disse que a medida encerrou um cenário em que Goiás dependia de liminares concedidas pelo então ministro do STF Gilmar Mendes para lidar com a situação fiscal do estado.

Como outro exemplo de articulação junto ao governo federal, citou a duplicação da BR-020, entre Formosa (GO) e São Desidério (BA), pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a qual classificou como resultado de trabalho conjunto com os deputados federais Zé Nelto (UB) e Rubens Otoni (PT).

Além disso, mencionou a autoria da PEC 65, que trata da autonomia do Banco Central e da proteção do Pix contra taxações.

Impeachment, CPMI e mais

O candidato a reeleição também citou, como parte do histórico que sustenta a pretensão à presidência do Senado, o apoio a pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para Alexandre de Moraes, além da CPMI do INSS e outras comissões de inquérito.

“Todos os pedidos de impeachment, principalmente do ministro Alexandre de Moraes, CPMI de INSS, CPI de massa. Tudo nós assinamos, só que tem algumas delas que estão paradas, estão engavetadas”, argumentou.

Busca de recursos municipais

Questionado sobre limites e autorização de operações de crédito, uma das funções do Senado Federal, Vanderlan afirmou que a capacidade de buscar novos recursos é responsabilidade do próprio município, e não algo que dependa diretamente da atuação de um senador.

Como referência positiva, citou Aparecida de Goiânia, que teria conseguido acessar financiamento internacional com juros entre 3% e 4% ao ano, junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) do Brics, condição que classificou como mais vantajosa do que as linhas tradicionais.

“Eu nunca defendi, mesmo tendo capacidade de endividamento, buscar recursos com juros Selic mais alguma coisa. Então nós trabalhamos para buscar recursos principalmente no Brics que é um juro mais barato, trinta anos para pagar, seis anos de carência. Então dá pra dissolver bem esses pagamentos aí de acordo com a capacidade”.

Confira a sabatina completa do candidato Vanderlan Cardoso à 97.7FM:

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