ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 24/03/2025 - 12:32
foto de pessoa com manchas avermelhadas no corpo, representando o sarampo
Principal método de proteção ao sarampo é a vacina tríplice viral (Foto: Shutterstock)

Um caso de sarampo confirmado esta semana no Distrito Federal acendeu alerta nas cidades próximas, incluindo Anápolis, que está a cerca de 150 quilômetros de Brasília. A Secretaria de Saúde do DF confirmou o diagnóstico de uma mulher, entre 30 e 39 anos, com histórico de viagens internacionais.

A paciente apresentou os primeiros sintomas da doença no fim de fevereiro, com as características manchas vermelhas aparecendo em 1º de março. Apesar de não ter sido hospitalizada e a doença ter evoluído sem complicações, o caso reacende o temor de que a doença possa voltar a circular na região. O último diagnóstico de sarampo registrado em Goiás foi em 2020, quando foram registrados oito casos da doença no estado.

Além do caso registrado em Brasília, houve outros três diagnósticos de sarampo no estado do Rio de Janeiro confirmados em 2025. Mesmo os casos confirmados não ameaçam o status do país como livre de sarampo. A posição foi reconquistada em 2024, com o último caso de transmissão local do vírus registrado em 2022, no Amapá.

Existe risco para Anápolis?

A proximidade geográfica com as cidades do Distrito Federal e o intenso fluxo de pessoas entre as regiões colocam Anápolis em estado de atenção. Principalmente por conta da alta transmissibilidade do vírus, com um único caso podendo desencadear um surto de sarampo.

Porém, com o caso recente em Brasília sendo registrado como “importado”, a preocupação diminui em Anápolis e cidades vizinhas. Afinal, o termo significa que a paciente teve contato com o vírus em outro país, não ocorrendo transmissão local a princípio.

A preocupação, por enquanto, habita somente em quem teve contato com a paciente. Inclusive, as autoridades de saúde do DF monitoram 278 contatos da mulher infectada com sarampo. O período crítico para o surgimento de novos casos relacionados termina em 26 de março, mas o acompanhamento continuará até 1º de abril para evitar novos casos.

Sarampo: altamente contagioso

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas que existem. O vírus pode ser transmitido através do ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, e permanece ativo por até duas horas no ambiente. Uma pessoa com sarampo pode infectar de 12 a 18 pessoas não vacinadas.

Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e pequenas manchas brancas dentro da boca. De três a cinco dias depois, surge o exantema (manchas vermelhas) pelo corpo. Ademais, as complicações do sarampo podem ser graves e incluem pneumonia, encefalite e até morte.

Como se proteger

A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacinação. A vacina tríplice viral faz parte do calendário nacional de imunização e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante apresenta esquema vacinal correspondente a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos.

Por fim, a tríplice viral protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – três doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram responsáveis por epidemias no passado.

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