O candidato ao Governo de Goiás Luís César Bueno (PT) classificou como insuficiente a atual arrecadação do Estado durante sabatina promovida pela Rádio São Francisco 97.7FM nesta quarta-feira (2).
“Eu acho essa arrecadação hoje, de R$ 54 bilhões, ínfima pelo potencial do estado de Goiás”, afirmou, em referência aos R$ 53,4 bilhões estimados para a receita total do Estado em 2026, conforme a Lei nº 24.019.
Segundo o candidato, o Estado precisa se espelhar em unidades como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina para ampliar sua capacidade de atrair empresas e investimentos.
Ele defende que essa ampliação passe pelo fortalecimento do agronegócio e do setor mineral, com foco na industrialização de matérias-primas produzidas em Goiás a partir das terras raras.
Reforma tributária e fim dos incentivos fiscais
Bueno também tratou da reforma tributária em curso no país, afirmando que os incentivos fiscais concedidos atualmente por Goiás devem perder força com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unifica a tributação entre os estados.
Diante desse cenário, ele defende ampliar a arrecadação pela via da produção, e não pela criação de novos tributos.
O candidato afirmou que o plano de governo se apoia em três eixos para gerar renda ao Estado, mas, em outra resposta na sabatina, detalhou apenas dois: o agronegócio e o setor mineral.
Para o primeiro, concentrou-se em reduzir a exportação de matérias-primas e fortalecer a agricultura familiar, enquanto na industrialização de terras raras, ele visa a fabricação de componentes eletrônicos e baterias voltadas ao setor automotivo elétrico.
“Dentro desse contexto, vamos avançar para fazer um Estado que venha a produzir mais, para gerar mais renda, gerar mais tributação”, disse.
O candidato também mencionou planos de ampliar linhas de crédito por meio da Goiás Fomento e citou Anápolis como um dos municípios estratégicos para o avanço da indústria e do setor de serviços dentro de seu plano de governo.