O candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), criticou o número de feminicídios no estado e afirmou que pretende ampliar as ações de proteção às mulheres caso seja eleito. A declaração ocorreu durante sabatina da Rádio São Francisco, nesta segunda-feira (31).
Segundo Marconi, os feminicídios cresceram 113% nos últimos seis meses e 53 mulheres foram assassinadas em Goiás neste ano. “O feminicídio cresceu nesses últimos seis meses que coincide com o atual governo, governo Daniel, em 113%”, disse.
O tema foi abordado em questionamento dentro da campanha “Não Me Mate! Mais uma, menos uma. Até quando?”. O candidato foi perguntado sobre como as denúncias de violência poderiam ser usadas para interromper o ciclo de agressões antes que uma mulher fosse assassinada.
Na resposta, Marconi afirmou que Goiás enfrenta uma situação grave e criticou a falta de investimentos do atual governo na prevenção, punição e proteção às vítimas.
“Há hoje uma epidemia, uma chaga de feminicídio aqui em Goiás. O governo perdeu a mão porque não investiu em prevenção, não investiu em punição, não investiu em proteção às mulheres”, afirmou.
Para enfrentar o problema, o tucano defendeu o afastamento dos agressores das vítimas e a ampliação das estruturas de proteção. “É preciso medida, não é discurso, não é narrativa”, afirmou.
Entre as propostas, estão a criação de mais delegacias de proteção às mulheres e a ampliação das Patrulhas Maria da Penha. “O que é que tem que fazer agora? Trabalhar fortemente na prevenção, afastando definitivamente o potencial agressor das vítimas, criando mais delegacias de proteção às mulheres e mais Patrulhas Maria da Penha”, afirmou.
Para colocar as medidas em prática, Marconi defendeu também a contratação de mais policiais por meio de concursos. Ele citou ainda a ampliação do efetivo feminino, com delegadas, agentes e policiais militares e civis.
Ainda na temática, o tucano lembrou ações que, segundo ele, foram implantadas durante seus governos anteriores. Entre elas, citou a criação de 25 delegacias especializadas no atendimento às mulheres.
Outra medida mencionada foi a criação de uma central de inteligência e comando e controle do sistema de segurança, que, segundo Marconi, permitia acompanhar em tempo real a distância entre agressores e vítimas com medidas protetivas.
“A gente sabia em tempo real, o dia inteiro, dia e noite, 24 horas por dia, onde estava o agressor… Nós vamos entrar e começar pra valer já no primeiro dia políticas efetivas de proteção à mulher”, afirmou.