Segurança pública, saúde, educação e infraestrutura marcaram o segundo debate entre os candidatos ao Governo de Goiás, realizado neste domingo (30), em Goiânia.
O encontro, promovido pela PUC TV Goiás em parceria com emissoras de rádio, incluindo a Rádio São Francisco 97.7FM, e o Diário de Goiás, reuniu Daniel Vilela (MDB), Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e Luis César Bueno (PT).
A candidata Luciana Amorim (UP) e o candidato Danilo Pinheiro (PCO) não participaram por seus partidos não terem representação no Congresso Nacional.
Dividido em três blocos, com perguntas de tema livre, temas sorteados e confrontos diretos, o debate teve os momentos de maior tensão protagonizados por Vilela e Perillo, primeiro e segundo colocados nas pesquisas recentes.
Estádio Serra Dourada e acusações
Um dos pontos mais discutidos foi a concessão do estádio Serra Dourada à iniciativa privada. Perillo criticou o processo e prometeu revertê-lo caso eleito, enquanto Vilela rebateu afirmando que não houve venda, mas concessão por 30 anos, com previsão de R$ 500 milhões em investimentos privados, negociada em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo.
A discussão avançou para acusações envolvendo corrupção. Vilela afirmou não responder a processos por corrupção em 18 anos de vida pública e questionou valores recebidos por Perillo do Banco Master por serviços de consultoria.
O tucano, por sua vez, mencionou a citação de Vilela em planilha da Odebrecht e questionou a aquisição do imóvel destinado ao novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), além de desafiar o governador a tornar públicos os sigilos bancários, dizendo que faria o mesmo com informações próprias e de familiares.
Segurança e Saúde
Na área de segurança, Wilder Morais reconheceu melhoras recentes, mas apontou os índices de feminicídio e a ausência de delegacias em alguns municípios como pontos a avançar. Vilela respondeu citando a convocação de mais de cinco mil servidores para as forças de segurança nos últimos anos e afirmou que 167 municípios não registraram homicídios em 2026.
Na saúde, Luis César Bueno defendeu a retirada gradual das Organizações Sociais de Saúde (OSS) e a realização de concursos públicos para profissionalizar o setor.
Já sobre a fila de cirurgias eletivas, questionado por Wilder Morais, Vilela citou a regionalização do atendimento e o aumento de leitos de UTI, informando que o Estado realizou 35 mil cirurgias eletivas em 2025, contra uma demanda anual de cerca de 25 mil novos casos.
Educação e Economia
Na educação, Wilder Morais defendeu a valorização dos profissionais e um levantamento de demandas antes de novos investimentos, enquanto Bueno propôs a ampliação do ensino em tempo integral e maior investimento profissionalizante.
Vilela citou o Centro de Ensino Profissionalizante Paulo Vargas e a Escola do Futuro como programas a serem mantidos e ampliados.
Perillo, em outro momento, prometeu reestruturar a Universidade Estadual de Goiás (UEG) e criar um programa de bolsa para estudantes do Ensino Médio.
Sobre política fiscal, Wilder Morais defendeu incentivo ao agronegócio e à indústria para ampliar a receita estadual, enquanto Perillo, questionado sobre o mesmo tema, dedicou parte do tempo a críticas à atual gestão sem detalhar propostas próprias.
O debate foi o primeiro realizado após o início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto, e antecede novos encontros previstos até a votação.