A candidata ao Senado Federal pelo União Brasil, Gracinha Caiado, afirmou que, se eleita, pretende defender uma medida para retirar bens de homens condenados por violência contra mulheres e destiná-los à família da vítima ou à própria mulher agredida, como forma de punição financeira ao autor do crime.
A declaração foi dada durante sabatina da Rádio São Francisco em que a candidata foi questionada sobre os casos de feminicídio no Brasil e sobre quais medidas pretende adotar no Senado para ampliar a proteção às mulheres. A pergunta faz parte da campanha “Não Me Mate! Mais uma, menos uma. Até quando?”, da Fundação Frei João Batista Vogel.
Gracinha citou ações desenvolvidas durante sua atuação como primeira-dama de Goiás e ao lado do ex-governador Ronaldo Caiado, como as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs), as Salas Lilás e a Patrulha Maria da Penha.
Segundo ela, entre as mulheres acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha que possuem medida protetiva, 90% dos casos conseguem evitar o feminicídio. A candidata também citou um aplicativo de atendimento emergencial e o cartão Goiás por Elas.
Ao falar sobre sua atuação no Senado, Gracinha afirmou que pretende seguir uma proposta já defendida por Ronaldo Caiado: atingir financeiramente o agressor e destinar os bens à mulher que sofreu a violência.
“É exatamente aquilo que Ronaldo Caiado disse que faria. É tirar os bens desse criminoso e passar para a família. E se não chegar ao feminicídio, passar o bem para mulheres”, afirmou.
Na sequência, a candidata defendeu que a medida funcione também como uma forma de punição financeira aos agressores. “Porque talvez com a pena pecuniária, ele vá sentir muito mais do que está sentindo”, declarou.
Gracinha também defendeu o aumento das penas para crimes de violência contra as mulheres. Segundo ela, a punição financeira poderia ser aplicada junto a medidas mais rigorosas contra os responsáveis pelos crimes.
Durante a resposta, a candidata destacou ainda a dificuldade de combater o feminicídio porque parte significativa dos casos ocorre dentro da própria residência da vítima.
“Esse crime é um crime muito delicado, até porque 76%, ele acontece dentro da própria residência”, afirmou. Gracinha também disse que, em grande parte dos casos, o autor do feminicídio é o próprio parceiro da vítima.
Questionada sobre como proteger as mulheres que não são alcançadas pelos mecanismos existentes, a candidata reconheceu que as medidas de proteção não conseguem impedir todos os casos.
“Infelizmente, a gente não consegue coibir cem por cento desse crime, porque como eu disse, a maioria das vezes acontece dentro da própria casa”, afirmou.