Os nomes dos dois principais líderes políticos do país seguem presentes nas urnas e ‘adornando’ candidaturas nas eleições neste ano, mas em proporção menor que nos últimos pleitos.
Levantamento do jornal O Globo, com base em dados da Justiça Eleitoral, identificou 29 candidatos registrados com o nome Bolsonaro, uma queda de 35% frente a 2022, e dez registrados com o nome Lula, sem contar o presidente, um recuo de 29% em relação ao mesmo pleito.
Em ambos os casos, a retração é ainda mais acentuada na comparação com as eleições municipais de 2024, quando 75 candidatos usaram Bolsonaro e 162 usaram Lula, números influenciados pelo maior volume de vagas em disputa nas eleições municipais.
Do lado de Bolsonaro, sete dos 29 registros pertencem à própria família do ex-presidente, incluindo Flávio, Michelle, Carlos e Jair Renan.
São Paulo concentra o maior número de registros com o sobrenome, sete ao todo, com variações como “Bolsonaro da Shopee” e “Samanta Bolsonaro”.
Do lado de Lula, os dez registros aparecem espalhados por diferentes estados e não envolvem parentes do presidente.
Entre as variações estão “Lula da Tapioca”, na Paraíba, “Lula Tio do Biscoito”, em Minas Gerais, e “Samanda de Lula”, no Rio Grande do Norte.
Em Goiás, não houve candidaturas registradas com nenhum dos dois nomes.
A prática de usar sobrenomes de terceiros já gerou disputas judiciais: em Rondônia, o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de uma candidatura ao Senado por uso do sobrenome Bolsonaro, sob alegação de risco de indução do eleitor ao erro.