Pouco mais de duas semanas atrás, 40 cavalos foram resgatados de um abatedouro clandestino localizado na zona rural de Anápolis. O caso chocou a comunidade local e nacional, já que a principal suspeita é que a carne dos animais abatidos no local era destinada à fabricação de hambúrgueres. Os equinos estavam em condições precárias de sobrevivência, em meio a um cenário de poças de sangue, carcaças e esqueletos espalhados pela propriedade.
Os animais foram encaminhados para uma chácara da Prefeitura de Anápolis e, em seguida, para uma ONG. Fiscais da Agrodefesa coletaram amostras de sangue para verificar a situação sanitária dos equinos e se estavam livres de doenças de notificação obrigatória, como a Anemia Infecciosa Equina (AIE).
O resultado dos exames, porém, atestou que quatro cavalos testaram positivo para a doença, um dos diagnósticos mais graves que acometem equinos. Os animais foram sacrificados conforme determina a legislação sanitária brasileira, visando impedir que a condição se espalhasse para outros animais.
“Não tem tratamento, não tem cura e, o mais grave, é que, se um mosquito picar um animal infectado, pode transmitir a doença para outros. Não havia escolha”, lamenta a vereadora Seliane da SOS (MDB) em entrevista à Rádio São Francisco. Ela complementa que os animais seguem isolados em um curral, enquanto novos exames serão realizados pela Agrodefesa ao longo da semana.
“Todos os animais precisam passar pelo processo de testagem, porque só podem transitar se houver a comprovação de que nenhum deles testou positivo para a AIE”, ressalta o diretor da Agrodefesa, Rafael Vieira.

Qual será o destino dos equinos?
Assim que o caso veio à tona, Zezé Di Camargo se pronunciou e se prontificou a adotar cinco dos cavalos resgatados. No entanto, os futuros novos animais do sertanejo devem demorar um pouco para se mudarem. “Já avisei a Graci [Lacerda, esposa do cantor] sobre os animais deles, que não estão contaminados. Eles estão em quarentena, e ele entendeu”, explica Seliane, que recebeu o contato do casal.
A vereadora afirma que os processos de adoção ocorrerão mais adiante, conforme a condição de saúde dos animais for esclarecida por meio dos exames e da triagem. Além do cantor, outros cidadãos demonstraram interesse em acolher os animais, inclusive entrando em contato com a Rádio São Francisco para obter mais informações.