Uma operação surpreendente marcou a Saúde de Anápolis na noite de quinta-feira (20), mais especificamente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Esperança. O prefeito Márcio Corrêa (PL) determinou intervenção imediata do local e, com apoio da Polícia Militar (PM), retirou o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) da gestão da unidade. Ele alegou “negligência e omissão” por parte da Organização Social (OS), que ainda possuía mais 45 dias de contrato.
Segundo Corrêa, o estopim para realizar a intervenção ocorreu no sábado (15), quando o gestor ainda se recuperava do quadro de miosite. “Fui alertado que não tinha profissionais aqui na UPA. A maioria dos funcionários faltaram porque tinha um concurso. A empresa sequer se mobilizou, se movimentou para reparar essa ausência. Teve um apagão aqui nessa rua. Eu tenho frequentado aqui, e a gente tem observado descaso, negligência com os pacientes. Na verdade, falta de compromisso com a nossa população”, justificou em coletiva.
O INDSH já vinha sendo alvo de críticas há anos por parte da população. Entre as principais reclamações dos usuários estão a qualidade do atendimento, o despreparo de colaboradores e o longo tempo de espera para consultas. A reforma prevista para o local também foi comentada por Corrêa: “Nós já temos um projeto que nas próximas semanas esses pacientes serão transferidos para a nova unidade e essa unidade será toda reformada”, citando a reabertura próxima da UPA Central, ex-UPA da Mulher Anapolina.

OS de Minas Gerais assume UPA da Vila Esperança
Para ocupar o lugar da OS que sai, entra a Associação Hospital e Maternidade Santa Therezinha, também contratada em caráter emergencial. O prefeito também informou que a nova administração da UPA da Vila Esperança assume de imediato e que já providenciou intervenções no remanejamento de leitos, deslocamento de unidades de descanso e recuperação. “Uma instituição que tem quase 100 anos de trabalho”.
Em momentos anteriores, inclusive, a prática de contratação emergencial de OSs para a Saúde de Anápolis foi criticada por Corrêa durante o mandato anterior de Roberto Naves (Republicanos). Agora, como chefe do Executivo, repete o modelo de ação de seu antecessor.
Conversa com servidores
O prefeito ainda se reuniu com os servidores da unidade de saúde e disse que cerca de 20 funcionários do setor de gestão da unidade serão mantidos. “Eles serão convidados a continuar no serviço, aqui nós não vamos interromper o serviço, será um serviço de continuidade, mas durante esses 30 dias é natural ter mudanças, terão várias mudanças, porque a gente precisa trazer eficiência, precisa melhorar a produtividade, precisa trazer transparência nas informações das empresas que prestam serviço em Anápolis.
Por fim, a UPA Alair Mafra atende cerca de 12 mil pacientes por mês, sendo uma das principais unidades de saúde de Anápolis.