ANÁPOLIS GOIÁS
VIGÍLIA FRANCISCANA
Atualizado em 05/04/2025 - 11:51
IMAGEM GERADA POR IA PARA ILUSTRAR EXTORSÃO CONTRA IDOSO
Idosos são suscetíveis à tentativas de golpes (Foto: Gerado por IA)

O que parecia ser uma relação de amizade revelou-se uma tentativa planejada de exploração financeira. A Justiça condenou um professor de dança a pagar uma multa para uma idosa de 87 anos, após tentar extorquir a senhora em quase R$ 200 mil. Ao longo de dez anos, o homem buscou construir uma relação com a mulher, já de olho em seus bens e dinheiro.

O homem alegou à Justiça, sem qualquer prova, que havia trabalhado por três anos como cuidador e governante do lar da idosa. Além disso, afirmou ter sido dispensado sem justa causa e, portanto, buscava reparação jurídica. Ele cobrava mais de R$ 199 mil. Entretanto, a juíza substituta Viviane Pereira de Freitas, da 11ª Vara do Trabalho de Goiânia, concluiu que o homem apenas prestava favores à mulher.

Esta, porém, não foi a primeira vez que o professor de dança tentou extorquir a senhora. Conforme testemunhas ouvidas, ele já havia tentado formalizar união estável fraudulenta com a idosa, visivelmente interessado no patrimônio dela. “O reclamante tenta ludibriar serviços públicos, como o cartório e o judicial, e utilizar meios jurídicos para se enriquecer indevidamente, denotando a evidente conduta de má-fé”, declarou a magistrada em sua decisão.

Portanto, a tentativa de extorsão acabou saindo pela culatra do denunciante. A decisão da 11ª Vara do Trabalho de Goiânia condenou o homem por litigância de má-fé e arbitrou multa no valor de R$ 19,7 mil.

Série de tentativas de golpe

A defesa da idosa comprovou que ela já contava com cuidadoras profissionais contratadas para auxiliá-la no dia a dia, desmontando a versão apresentada pelo homem. Além disso, foram apresentadas evidências de postagens em redes sociais em que o próprio autor se referia à idosa como “amiga”, contradizendo sua alegação de vínculo empregatício.

“Patente a má-fé do reclamante, que propôs a presente aventura jurídica para se enriquecer indevidamente, causando transtorno à reclamada, pessoa idosa, que necessitou contratar serviços advocatícios, comparecer em juízo e convocar testemunhas para se defender da conduta maliciosa do autor”, completou a magistrada em sua decisão.

Proteja seus idosos

O caso serve de alerta sobre como pessoas mal-intencionadas podem se aproximar de idosos com o objetivo de se aproveitar financeiramente. Especialistas recomendam que familiares fiquem atentos a novos relacionamentos suspeitos, especialmente quando envolvem transferências de bens, procurações ou alterações repentinas em testamentos.

A litigância de má-fé, prática punida pelo sistema judicial, ocorre quando uma das partes age de maneira desleal ou desonesta durante um processo, alterando fatos, criando obstáculos ao andamento do caso ou buscando objetivos ilícitos através da Justiça.

Compartilhe este conteúdo

Você tem WhatsApp? Entre no grupo da Rádio São Francisco e receba as principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui.

Tags

PUBLICIDADE
Whatsapp
Enviar mensagem