ANÁPOLIS GOIÁS
MANHÃ DA SÃO FRANCISCO
Atualizado em 08/03/2025 - 6:31
montagem para ilustrar o Dia da Mulher.
Dia da Mulher: representatividade em várias áreas e partes do mundo (Fotos: Reprodução)

Celebra-se neste dia 8 de março o Dia Internacional da Mulher. Uma data que não é apenas comemorativa, mas que simboliza a luta histórica feminina por direitos, equidade e respeito. A origem do Dia remonta a movimentos dos séculos XIX e XX, quando as mulheres começaram a se mobilizar para reivindicar melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de oportunidades.

Embora siga como um desafio global, a luta por igualdade de gênero alcançou grandes feitos e conquistas ao longo das décadas. Neste texto, destacamos cinco mulheres que quebraram barreiras até então inéditas, fosse no âmbito local, nacional ou internacional.

Ana Maria Primavesi: Referência no agro

Considerada uma referência mundial em agroecologia, a engenheira agrônoma brasileira quebrou estigmas ao se tornar pioneira do tema no Brasil. Além disso, Ana Maria Primavesi foi responsável direta por boa parte dos avanços sobre as ciências do solo e seu manejo ainda no século passado. A pesquisadora foi fundadora da Associação da Agricultura Orgânica (AAO), além de professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde ajudou a organizar o primeiro curso de pós-graduação em Agricultura Orgânica.

Alice Perry: Engenharia “de igualdade”

Com bases em cursos como matemática e ciências, a engenharia civil só teve uma universidade e moldes específicos de ensino em 1747, na França. Porém, foram necessários mais de 150 anos para que a primeira mulher se formasse engenheira. Em 1908, Alice Perry foi pioneira ao receber seu diploma em uma área dominada por homens. Inclusive, no Brasil, as mulheres representavam 30% das matrículas em engenharia em 2011, contra apenas 19% em 2000, exaltando a representatividade do primeiro passo dado por Perry, mais de um século atrás.

Cora Coralina: O rosto da literatura goiana

Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela escrevia desde a adolescência, mas teve seu primeiro livro publicado em junho de 1965, quando já tinha quase 76 anos de idade. Inspirada, sábia e poética, Cora Coralina escreveu sobre a realidade das mulheres nos anos 1900 e, além disso, sobre a cidade e o estado de Goiás. Nos dias atuais, quando se fala de literatura goiana, é impossível fugir do nome da ocupante da cadeira nº 38 da Academia Goiana de Letras.

Elizabeth Blackwell: Médica? Inédita!

Nascida em 1821, Blackwell é considerada a primeira mulher a receber um diploma de medicina nos Estados Unidos e a constar nos registros de médicos do Reino Unido. Nascida na Inglaterra e mudando-se ainda criança para os EUA, Elizabeth passou por dificuldades financeiras na família antes de conseguir completar os estudos.

Valentina Tereshkova: Quebrando estigmas além espaço

Em junho de 1963, foi dado um pequeno passo para as mulheres, mas um grande passo para a equidade entre gêneros. A data marca quando a russa Valentina Tereshkova, de família humilde e operária, tornou-se a primeira mulher a ir ao espaço. Até hoje, inclusive, é a única a ter realizado voo solo para fora da Terra. Um ano antes, ela havia sido admitida como astronauta junto a outras quatro mulheres.

Inspiração diária

Embora de várias partes do planeta ou até mesmo de nichos diferentes, é inegável que tais mulheres – e não somente elas – tornaram-se inspirações para tantas outras. Afinal, a batalha por equidade e respeito segue de forma diária por um mundo mais justo.

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