Leonardo Avalanche, vice na chapa de Pablo Marçal (PRTB) ao Palácio do Planalto e natural de Anápolis, é alvo de uma petição apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última segunda-feira (7).
O documento, protocolado pelo filiado ao PRTB Bruno Marinho Barcellos, pede a prisão de Avalanche e afastamento da presidência nacional do partido.
A petição aponta suspeitas de irregularidades no uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) do PRTB nas eleições de 2026. O caso está sob relatoria do ministro Nunes Marques, presidente do TSE.
Os questionamentos do documento abordam movimentações suspeitas envolvendo parte dos R$ 3,3 milhões destinados à legenda.
Entre os repasses citados estão R$ 350 mil a uma suplente ao Senado no Espírito Santo, descrita em decisão judicial de maio deste ano como desempregada e sustentada pela venda de bolos e salgados, e R$ 298,5 mil a um suplente no Rio de Janeiro.
A petição aponta ainda a concentração de R$ 1,15 milhão, cerca de 35% do fundo eleitoral do partido, em três empresas de advocacia, consultoria e contabilidade supostamente ligadas entre si.
O documento também menciona possível acúmulo indevido da função de tesoureiro da legenda por Avalanche.
A Polícia Federal já investiga, em caso anterior, um suposto desvio de R$ 750 mil do fundo do PRTB nas eleições municipais de 2024.
Em nota à imprensa, Avalanche afirmou que o pedido foi apresentado “em manifestação isolada” dentro de uma petição cível já concluída no TSE, e que “a liberação foi regularmente deferida após parecer técnico favorável da própria Corte”.
Confira a íntegra da nota de Leonardo Avalanche
“O pedido a que se refere foi apresentado por Bruno Marinho Barcellos, em manifestação isolada nos autos de uma Petição Cível já concluída no TSE, relativa à liberação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) de 2026. Destacamos que a liberação foi regularmente deferida após parecer técnico favorável da própria Corte.
As alegações não foram examinadas nem acolhidas pelo relator e serão integralmente respondidas nos autos, pelas vias processuais próprias.
Reafirmo minha confiança na Justiça Eleitoral e na regularidade de todos os atos da atual direção do PRTB, e não farei comentários adicionais fora dos autos enquanto o processo estiver em curso.”