ANÁPOLIS GOIÁS
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Parque das Águas, em Anápolis. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

O Parque das Águas e o Jardim Botânico, no bairro Jundiaí, em Anápolis, acumulam reclamações de frequentadores sobre problemas de manutenção e segurança. A reportagem da Rádio São Francisco visitou os dois espaços e encontrou estruturas danificadas e pontos sem condições adequadas de uso.

No Parque das Águas, as principais queixas estão relacionadas às áreas esportivas e aos brinquedos infantis. Frequentadores apontam buracos no piso, desgaste no gramado e grades abertas. Ana Laura, que utiliza o local, afirma que as condições podem oferecer riscos para quem frequenta o parque.

“A estrutura está bem ruim, pelo fato de ter muito buraco, as gramas estão saindo, fora que as grades também estão todas abertas, os parques também da criança a estrutura também está bem ruimzinha também, pode cair, pode se machucar, acontecer algo grave”, disse.

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Parque das Águas, em Anápolis. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

Os problemas também são percebidos por quem utiliza o campo de futebol. Emmanuel de Andrade afirma que os buracos atrapalham as partidas e podem provocar quedas.

“A estrutura está bem precária, a gente já estava jogando aqui, escorregou, tropeçando no buraco, quem não fica olhando para o chão quando está jogando, pode machucar, tropeçar no buraco aí, alguém pode cair em cima também e pode machucar. Acho que teve um caso do menino que quebrou o pé aí, jogando bola”, afirmou.

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Parque das Águas, em Anápolis. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

Outro ponto citado pelos frequentadores é a falta de funcionamento dos chafarizes. Mesmo com o nome de Parque das Águas, as fontes e o espelho d’água do local estão sem funcionar.

O professor Michiuri Tsukiyama, que leva jovens ao parque pelo menos uma vez por mês, defende que a estrutura receba manutenção para evitar a deterioração do espaço.

“A nossa preocupação quanto à estrutura é um cuidado a mais. O parque recebe o nome de Parque das Águas, mas as fontes aqui mesmo, o espelho d’água não funciona, que ela esteja com manutenção em dias, e que ela não se torne uma coisa obsoleta, abandonada, sucateada”, destacou.

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Parque das Águas, em Anápolis. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

No Jardim Botânico, além dos problemas estruturais, frequentadores relatam preocupação com a segurança e um receio maior nas áreas consideradas mais isoladas do espaço. Durante a visita, a reportagem encontrou banheiros depredados e sem condições de uso. Também foi localizada uma caixa de disjuntores exposta em uma das áreas.

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Banheiro no Jardim Botânico. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

O professor Michiuri afirma que evita levar os jovens para dentro do espaço por causa da falta de segurança. “Eu já passei por lá, não frequento muito por receio. É um pouco isolado, abandonado, a gente percebe que não tem esse cuidado ali dentro, essa parte de uma vigilância maior. Nós evitamos ir lá na infraestrutura do Jardim Botânico por esse receio.”

A frequentadora Viviane Fernandes também afirma que não se sente segura para entrar sozinha com o filho no Jardim Botânico. Segundo ela, a preferência é permanecer nas áreas mais abertas.

“O que eu acho que falta nos dois é, assim, de segurança. Alguém para estar sempre observando. No Jardim Botânico em especial, tá vendo, eles romperam as grades, eles não respeitam, né? Eles entram assim mesmo. Não, eu não tenho coragem, eu tenho medo, mas só eu com ele não teria coragem”, relatou.

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Jardim Botânico, em Anápolis. (Foto: Victor Santos/Rádio São Francisco).

A avaliação, no entanto, não é a mesma entre todos os frequentadores. O professor Wallace Lima considera que o Jardim Botânico possui uma boa estrutura e atende à comunidade, apesar da necessidade de melhorias.

“Tem uma boa estrutura, assim como foi pensado, né? Uma boa estrutura, claro, que sempre pode se melhorar, algo assim, mas, de modo geral, creio que atende bem à comunidade local”, avaliou.

Já para Daniel Braga, que frequenta o complexo duas ou três vezes por semana, os espaços precisam receber mais atenção do poder público. “É uma área de lazer e uma das coisas que o poder público precisa realmente estar empenhado nisso é dar isso de qualidade”, afirmou.

O que diz a prefeitura

Em nota, a Secretaria de Obras, Habitação, Planejamento Urbano e Meio Ambiente informou que está em fase final de tratativas para a adoção do Jardim Botânico e do Parque das Águas por uma empresa instalada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

Segundo a pasta, a adoção será feita conforme as regras do “Programa Adote um Espaço Público”. A medida deve envolver ações de manutenção e conservação dos dois espaços.

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