Os trabalhadores do transporte coletivo de Anápolis aprovaram, por unanimidade, um indicativo de greve durante assembleia realizada no sábado (22), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Anápolis (Sittra).
Uma nova reunião foi marcada para domingo (30), às 9h, quando a categoria poderá definir os próximos passos da negociação salarial junto a Urban, empresa responsável pelo setor na cidade.
Segundo o presidente do Sittra, Adair Rodrigues, a expectativa é que empresa e trabalhadores cheguem a um acordo antes da próxima assembleia. Caso não haja avanço, porém, uma paralisação do transporte coletivo poderá ser deflagrada.
“Que nós consigamos resolver esse problema durante essa semana, se não precisaremos parar o sistema de transporte coletivo. Se não tiver outro recurso, vai parar”, disse em vídeo publicado pela entidade classista.
Para o presidente do sindicato, a paralisação não é o objetivo dos trabalhadores, mas poderá ser adotada caso as negociações não avancem durante a semana.
A assembleia do dia 30 ocorrerá na sede do sindicato e reunirá motoristas, funcionários da administração e trabalhadores da manutenção da Urban.
Propostas da Urban
A Urban apresentou inicialmente uma proposta de 4,42%, posteriormente elevada para 4,80%. As duas foram rejeitadas. O sindicato reivindica reajuste de 10% sobre os salários de maio de 2026.
A negociação ocorre desde o período da data-base da categoria, findada em junho, e, segundo Rodrigues, ainda não chegou a uma proposta considerada suficiente pelos trabalhadores.
O sindicalista também criticou o impasse envolvendo a empresa e o município sobre os custos e o equilíbrio financeiro do sistema, afirmando que a situação acaba afetando tanto funcionários quanto usuários.
Além do reajuste salarial, a categoria havia apresentado anteriormente uma reivindicação de 15% de aumento no vale-alimentação.
Procurada pela 97.7FM, a Urban, por meio do diretor jurídico Carlos Leão, informou que ainda não foi formalmente comunicada e que as negociações seguem em andamento.
A empresa também afirmou que a data-base de junho de 2026 está garantida e que, em casos considerados ilegais, a empresa poderá acionar a Justiça.
Confira abaixo a nota da empresa na íntegra:
“Ainda não fomos formalmente notificados pelo sindicato sobre o resultado da assembleia.
Qualquer inciativa de majoração ou não da proposta depende da anuência prévia da prefeitura , nos termos da lei.
Já houve avanços, a URBAN em conjunto com a prefeitura buscam o melhor encaminhamento. O objetivo é que tudo se resolva da melhor forma para todos, sem nenhuma intercorrência da operação.
A data-base de junho/26 foi garantida , de modo que qualquer reajuste a ser formatado retroagirá à junho/26. As negociações estão em pleno curso.
Notadamente, caso haja eventuais atos desguarnecidos de legalidade, por parte do sindicato da categoria , as medidas judiciais para a preservação dos serviços à população serão adotadas, recaindo aos responsáveis os ônus decorrentes.”