• Ala 2 recebe inspeção da Anvisa e trabalha nos últimos ajustes para receber Brasileiros neste final de semana Quinta-feira, 06/02/2020 às 17:39:45

    Lucas Almeida 

    Na tarde desta quinta-feira, 6, o Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) Contra Almirante Médico, Antonio Barra Torres, e a Gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde, Magda Machado de Miranda Costa, visitaram o hotel em que os 34 brasileiros repatriados de Wuhan passarão os 18 dias conforme manda o protocolo da quarentena, estabelecido pelo Ministério da Saúde, na Ala 2 da Força Aérea Brasileira (FAB) em Anápolis.

    Acompanhados pelo coordenador da Aeronáutica responsável pela operação de repatriação de brasileiros que querem sair do epicentro mundial de coronavírus, Marcelo Damasceno, e também pelo Comandante da Ala 2, Gustavo Pestana. Os inspetores concederam entrevista coletiva, confira alguns pontos abordados:

    - “Se tem um lugar difícil no Brasil hoje para esse vírus adentrar, esse lugar se chama Anápolis”

    O médico Antônio Barros, salientou que um dos principais motivos de sua visita, era tranquilizar a população anapolina, uma vez que, diversas pessoas manifestaram sua preocupação quanto a escolha da cidade. Para o Almirante, além das pessoas não possuírem nenhum sintoma o controle está sob a ANVISA que tem monitorado diariamente o desenrolar dos trâmites da operação.

     – Repatriados poderão estar conectados e além disso também vão conviver em ambientes comum da casa

    Magda salientou que a lei aprovada não impede o uso de celulares por parte dos repatriados, além disso as refeições serão feitas em ambiente comum da casa. “Todo procedimento quanto as medidas preventivas e de segurança, procede de uma norma de saúde em relação a qualquer doença viral, lavar as mãos com sabonete líquido ou preparação alcoólica, usar máscaras no ambiente de convívio.”

    -A rotina dos Brasileiros

    O coordenador da operação, disse que uma programação está no papel para que os repatriados tenham o que fazer enquanto passam esses 18 dias no Hotel. “Está programado 5 refeições ao dia, brinquedoteca para as crianças e também alguns filmes, além de serem avaliados diariamente por uma equipe médica que poderá agir em qualquer situação de intercorrência”.

     – E se alguém manifestar qualquer tipo de sintomas em solo Brasileiro?

     Magda definiu uma área de cores em que o protocolo será tomado a partir dos acontecimentos são elas: * Área branca: área de convivência sem nenhum procedimento padrão preestabelecido

     *Área amarela: caso algum paciente sinta febre ou qualquer sintoma relacionado a qualquer doença, ele será tratado longe dos demais em outra região da própria Ala 2

     *Área vermelha: caso o tratamento precisa de uma intercorrência maior, o paciente será encaminhado para o Hospital das Forças Armadas em Brasília.

     

    -Quem são?

     Os 34 repatriados até o momento, viajarão 18,3 mil km entre Wuham e Anápolis. A média de idade dos repatriados é de 28 anos. Entre eles há casais, homens e mulheres solteiros, duas mulheres com filhos pequenos e ficarão em quartos com cama e berço, e ainda uma família com cinco integrantes que ficarão em quartos conjuntos.

     

    Chegada Adiada

    A Força Aérea Brasileira (FAB) prevê que eles só cheguem a Anápolis (GO), vindos de Wuhan, na China, na noite de sábado, 8, ou no domingo 9. Antes, a previsão era que voltassem na madrugada ou na manhã de sábado. Mas os aviões no momento estão parados em Varsóvia, na Polônia, ao contrário da previsão inicial da FAB.

    O motivo é que eles aguardam a liberação do governo da China para entrar no seu espaço aéreo. Falta um "encaixe" na "janela de voos", segundo Damasceno. "É muito comum isso. Há um acúmulo de aeronaves. Está muito bem. Está dentro do planejamento", disse.

     

    Foto: Lucas Almeida