• Grupo protesta contra fechamento de escola estadual no período noturno, em Anápolis Terça-feira, 14/01/2020 às 13:42:36
    Lucas Almeida

    O reordenamento da rede estadual levou, até agora, o fechamento de 38 escolas, sendo que 20 delas foram anunciadas na semana passada e 18 ainda em 2019. A titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) de Goiás, Fátima Gaviolli, explicou que os alunos e servidores efetivos dessas unidades foram transferidos para escolas próximas sem prejuízo nos estudos ou no trabalho e que o estado já economizou, até o momento, cerca de R$ 82 mi.

    Em Anápolis, o Colégio Estadual Doutor Mauá Cavalcante Sávio foi uma das unidades reestruturadas no planejamento do estado. A escola parou de funcionar em período integral e disponibiliza agora somente os períodos matutino e vespertino. A mudança causou descontentamento por parte de alunos e professores que manifestaram na manhã desta terça-feira, 14.

    Para a coordenadora do turno encerrado, Rosimeire Silva, a decisão foi uma surpresa, uma vez que a medida só foi descoberta no ato de matrícula de novos alunos. “Nós aguardamos que nossos gestores se sensibilize com o problema da comunidade, porque os alunos moram aqui perto, trabalham durante o dia e precisam estudar à noite. Com a readequação, os alunos passam a correr riscos durante à noite ao pegar transporte coletivo longe de suas casas”, afirmou ao repórter Marcello Wallace.

    A aluna Amanda Brito, que estuda na unidade há 6 anos, disse que a consequência é ter que escolher entre trabalhar e estudar. "O colégio Mauá Cavalcante é o único perto da minha casa”, contou. Para o aluno Bruno Souza, a decisão fere um direito constitucional. “Como o estado fala tanto de melhorias para a área da educação e coloca no jovem a responsabilidade de ser o futuro de amanhã, e ao mesmo tempo retira dele a oportunidade e o direito de estudar?”, indagou.
     
    Mais mudanças a caminho
     
    De acordo com a Seduc, em 2020 estão previstas ainda a extinção de até 21 escolas e a entrega de 24 para redes municipais. Além disso, outras seis podem deixar de ser em tempo integral e 22 particulares podem ter o convênio com o Estado rompido total ou parcialmente.
     
    Foto: Reprodução Google