• Jornalista William Waack fala à São Francisco sobre imprensa, economia e política Sábado, 26/10/2019 às 09:38:40
    Weber Witt

    O jornalista William Waack esteve em Goiânia no início desta semana para ministrar palestra sobre a perspectiva do Brasil para 2020, no âmbito econômico e político. O evento foi realizado no Oliveira’s Place, no Setor Bueno. O repórter Jonathan Cavalcante conversou com o jornalista.

    Para Waack, a expectativa era que política e economia fossem independentes pós-eleições de 2018, que a conjuntura econômica tivesse horizonte previsível, estável e mais próspera atualmente. “Esse otimismo todo não se realizou. Isso se deve, em boa parte, à turbulência política brasileira que deve permanecer forte em 2020”, afirmou ao repórter.

    O jornalista destacou o trabalho da imprensa no país. “É forte, combativa, tem tradição, tem consciência forte de seu papel. Tem vários nichos, várias opiniões; é investigativa, opinativa, multipartidária, multifacética; tem todas as cores, todos os grupos e todas as possibilidades. Ela é, principalmente, livre”, enfatizou.

    “As pessoas têm que admitir que vão perder benefícios e privilégios”

    Aprovada pelo Senado em segundo turno, na terça-feira, 22, o jornalista falou sobre a reforma da Previdência. “A gente vai ter que fazer sacrifícios para sair da situação que estamos”, disse, ao explicar quais sacrifícios: “As pessoas têm que admitir que vão perder benefícios e privilégios em todos os seguimentos. A reforma da previdência é apenas o começo”, sinalizou.

    Segundo ele, as pessoas sentem a crise de representatividade na política. “Elas elegem e depois não se sentem representadas por quem elas mesmas colocaram [no poder]”, declarou, ao acrescentar que, essas mesmas pessoas, não se mobilizaram da mesma forma dos últimos anos para combater a corrupção e pressionar os governos nos âmbitos municipal, estatual e federal.

    Foto: Jonathan Cavalcante