• “Problema de água foi resolvido pelos próximos cinco anos”, garantiu Roberto Naves, em junho Quarta-feira, 02/10/2019 às 14:26:20
    Da redação

    Por falta d'água, os alunos da Escola Municipal Professora Dinalva Lopes, na Vila Esperança, foram dispensados das aulas na manhã desta quarta-feira, 2, segundo o padeiro Reuber Melo. Para ele, “é uma vergonha a Saneago e as autoridades não resolverem o problema da água”. Até 10h40 o fornecimento ainda não havia sido restabelecido, conforme apurou a Produção de Jornalismo da Rádio São Francisco.

    A solução do problema foi uma das bandeiras do então candidato Roberto Naves. Em um vídeo de campanha, Roberto pede oportunidade e diz ter vontade de mostrar trabalho aos eleitores anapolinos. “O João [Gomes], que é do PT, teve dois anos para, pelo menos, começar a resolver o problema da água”, diz, dando a entender que solucionaria a questão se eleito. Ele recebeu 88.730 votos, contra 84.475 de João Gomes.

    Em entrevista ao Observatório, programa da Rádio 96.3 FM, emissora da FFJBV, Roberto Naves lembrou que, de 2006 a 2016, Anápolis sofreu com a falta crônica de água. A primeira atitude da gestão, segundo ele, foi providenciar a transposição do Rio Capivari para o Ribeirão Piancó. “Essa transposição garantiu água em 2017, 2018, 2019 e, no mínimo, pelos próximos cinco anos”, afirmou, no dia 25 de junho, ao acrescentar que o foco foi cuidar da população anapolina. “E o maior exemplo, é a água”, completou.

    Desde antes, no entanto, o Jornalismo São Francisco tem recebido reclamações de falta d'água. As mensagens chegam de diferentes regiões da cidade. “Tenho um comércio no bairro Santo André e outro no Bom Clima. Como trabalhar sem água? Quando não é água, é energia. É um verdadeiro descaso o que o nosso prefeito e as autoridades da Saneago fazem”, desabafou, nesta manhã, a comerciante Aline Veríssimo.

    O que diz Roberto Naves

    Em coletiva de imprensa, no dia 14 de setembro, quando entregou a revitalização da Praça Americano do Brasil, o prefeito explicou o motivo das ocorrências. “Não temos falta de água bruta. Anápolis é uma cidade centenária cuja rede de água é antiga. Tem tubulação que é feita de fibrocimento, então precisa ser substituída em curto espaço de tempo”, disse.

    De acordo com Roberto, tubulação antiga gera vazamento. “Para tirar o vazamento, é preciso fechar o registro do bairro. Então, para tirar o vazamento de uma rua, falta água em todo o bairro. E o que é pior: quando abre o registro, é igual quando está chegando água na nossa casa. A pressão vem muito maior”, explicou.

    “Então, você abre o registro porque consertou uma parte da tubulação e o que acontece?”, questionou, ao responder a própria pergunta: “Estoura em outro lugar”. Ele continuou: “Isso tem sido uma constante. E na região sul de Anápolis, houve, sim, uma falta de comunicação e integração entre a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) e a Saneago, problema esse que já foi resolvido porque eu exigi uma reunião entre os presidentes dos órgãos. Hoje, existe uma equipe coesa”, afirmou.

    Foto: reprodução