• Médico orienta como evitar intoxicação alimentar Terça-feira, 20/08/2019 às 12:22:12

    Weber Witt

    Alimentos conservados de forma inadequada, mal lavados ou enlatados com procedência duvidosa podem estar contaminados por uma toxina potencialmente letal. Segundo o professor do curso de Medicina Jean Paulo Roriz, em entrevista ao Bate Rebate desta terça-feira, 20, crianças e idosos estão mais suscetíveis às complicações de uma intoxicação alimentar.

    Segundo o professor, são inúmeros os micro-organismos presentes em alimentos manuseados de forma inadequada ou mal conservados. “O alimento pode não ter micro-organismo, mas pode ter a toxina que o micro-organismo produziu. Vai depender de inúmeras situações para definir a gravidade”, explicou.

    Jean Paulo Roriz falou sobre os sintomas e destacou, ainda, que as pessoas que não se preocupam em lavar as mãos corretamente e com a procedência do alimento estão mais suscetíveis à intoxicação. “O principal sintoma será diarreia, vômitos, náuseas. Mas se começar a sentir dor abdominal forte e piora progressiva tem que procurar atendimento médico”, orientou.

    Bom exemplo

    A conservação do alimento é uma preocupação de Cláudio, que vende cachorro-quente no centro da cidade. Ele, que também é farmacêutico, afirma não disponibilizar, por exemplo, maionese caseira como forma de enviar a intoxicação alimentar. “O que eu produzo de manhã e sobra no final do dia eu descarto, não reaproveito no dia seguinte”, disse ao repórter Jonathan Cavalcante.

    Morte de professor

    A Secretaria de Saúde de Goiânia, por meio da Superintendência de Vigilância Sanitária, apura se a morte do professor de medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) Ly de Freitas Fernandes foi causada por uma intoxicação alimentar. Ly morreu na última sexta-feira, 16, em um hospital da capital.

    A Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Goiânia fiscalizou, no sábado, 17, uma lanchonete em Goiânia onde o médico e professor comeu antes de morrer. Segundo a superintendente da pasta, Flúvia Amorim, há a suspeita de que ele morreu em decorrência de uma intoxicação alimentar.

    Foto: Reprodução