• Saúde: cores que definem prioridade do atendimento Quarta-feira, 22/05/2019 às 07:58:15
    Weber Witt 

    “Decerto, febre com 39 graus não é mais urgente”. A afirmação é do ouvinte Amaury Júnior, que acompanhou, nessa segunda-feira, 20, o irmão dele, Eduardo Fernandes Vieira, chegar com febre no Cais Abadia Lopes Fonseca, no Jardim Calixto, e receber a classificação de risco como não urgente. 

    Além disso, de acordo com Amaury, apenas um médico estava de plantão quando o irmão chegou, às 16 horas, no posto de saúde. “Ele foi sair de lá depois das 21h30. Ele está com dengue e eu entendo que, por causa da dengue, a procura por atendimento aumenta. Mas, esperar mais de 5 horas?”, questionou. 

    Amaury disse ter conversado com a enfermeira de plantão, que, segundo ele, confirmou a equipe reduzida. “Cais do Progresso fechado; Santa Casa fechada; Hospital Municipal só recebe fraturas; Upa só recebe Urgência. Sobra o Cais Abadia Lopes, que não consegue receber todos os casos "menores" da cidade com apenas um médico em atendimento”, afirmou. 

    Por nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Anápolis afirmou que a unidade de saúde Abadia Lopes é o Cais Mulher e funciona com duas Estratégia de Saúde da Família (ESF). O preconizado pelo Ministério da Saúde, conforme a nota, é que tenha um médico por ESF. Ainda segundo o órgão, a rede de saúde, tanto pública quanto particular, utiliza sistema de triagem. Assim, o paciente pode ter sido classificado como não urgente.

    Entenda como funciona a classificação de risco:
                                                   

    Foto capa: Google | Infográfico: divulgação prefeitura de Anápolis